• Segunda, 24 de Agosto de 2026

Pedreiro que teve moto atingida por tiros em briga diz que obra atrasou após músico fazer pedidos adicionais

Discussão iniciou porque obra está 5 meses atrasada

MIDIAMAX/MIRIAN MACHADO


O pedreiro, de 51 anos, que teve a motocicleta atingida por 12 tiros, disparados por um músico, de 41 anos durante discussão por obra segunda-feira (15), no bairro Jardim Bonança, em Campo Grande, disse que serviço atrasou devido a pedidos de trabalhos adicionais feitos pelo autor.

Em depoimento na delegacia, ele contou que é pedreiro profissional há 35 anos. Ele foi contratado pelo músico em outubro de 2023 para fazer reforma, ampliação e algumas coisas hidráulicas, além de pintura na casa. 

Segundo relato do pedreiro, na segunda-feira teve uma discussão com o músico devido a ele estar insatisfeito com o ritmo da obra, pois estaria muito lenta e atrasada. Ele alega que o atraso ocorreu porque no meio na obra era pedido com frequencia, serviços adicionais.

Eles passaram a discutir e ao perceber que a discussão não teria fim, já que viu que o músico estava cada vez mais agressivo, quis ir embora. O músico teria o xingado e ido em direção ao pedreiro para chutá-lo, mas acabou acertando uma escada.

Depois o homem pegou o capacete, quando disse ter ouvido o morador dizer: “Eu vou meter bala. Você não vai sair daqui não. Vou meter bala na sua cara'.

O autor então entrou na casa, e no quarto pegou uma arma de fogo, foi em direção à motocicleta da vítima e atirou 12 vezes no tanque do veículo.

Com medo, o pedreiro correu até a esquina onde ligou para a polícia. Ele ainda alega estar assustado e que todos os materiais de serviço estão na casa do músico. 

Versão do músico

Por outro lado, o músico alega ter sido ameaçado pelo pedreiro. Ele foi preso por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido.

Na delegacia, o músico contou que fez um contrato verbal com o pedreiro em 2023 para que ele fizesse a ampliação da casa. O combinado era que fosse entregue em três meses, mas o pedreiro estaria postergando a entrega, não indo trabalhar diversas vezes. O acordo, segundo o músico, era de R$21 mil, mas já pagou R$24 mil.

No dia do crime, o pedreiro pediu mais R$1 mil para fazer a parte elétrica, o músico questionou o ato e se negou a pagar iniciando a discussão.

O pedreiro teria se irritado e então o músico pediu para que ele fosse embora, mas o pedreiro se negou a ir. Depois foi em sua direção com uma marreta e enxada na mão, segundo o músico, para agredi-lo.

Com medo, o músico se trancou no quarto, quando ouviu o pedreiro dizendo que voltaria. Ele então se apossou da arma de fogo que possuía, por ser CAC, e foi até a calçada onde novamente discutiram e então atirou na moto.

Ele alega não ter ameaçado o pedreiro e disse que a intenção nem era acertá-lo, e sim intimidá-lo.

Foi apresentado ainda o registro de CAC e o registro da arma.

Alega ainda estar com medo, pois se sentiu intimidado pelo pedreiro, que inclusive tem cópia da chave da casa.



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