• Quarta, 14 de Janeiro de 2026

Dólar abre em queda, após tom duro do Copom em decisão da Selic

Por volta das 9h32 (horário de Brasília), a moeda norte-americana recuava 0,15%, cotada a R$ 5,229 na venda

CNN BRASIL / DA CNN


- Na véspera, o dólar fechou o dia cotado a R$ 5,236 na venda, em baixa de 0,17% 07/02/2011REUTERS/Lee Jae-Won

O dólar operava em queda nos primeiros negócios desta quinta-feira (23), depois que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manteve a taxa Selic no elevado patamar de 13,75% na véspera.

Por volta das 9h32 (horário de Brasília), a moeda norte-americana recuava 0,15%, cotada a R$ 5,229 na venda.

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O movimento pela manutenção dos juros brasileiros já era esperado, mas, contrariando as expectativas de comedimento, o BC subiu o tom no comunicado após a decisão e não descartou a possibilidade de mais apertos.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, considerou o comunicado “muito preocupante”, na mais recente crítica de membros do governo à autoridade monetária e ao patamar de juros do país.

No cenário internacional, bancos centrais seguem no radar, após autoridades da Suíça e Noruega indicarem que o ciclo de altas nos juros ainda não terminou.

O Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) também decidiu sobre a política monetária do Reino Unido nesta quinta e elevou a taxa de juros em 0,25 p.p.

A autoridade disse esperar que o aumento da inflação esfrie mais rápido do que antes, apesar do aumento inesperado na taxa inflacionária divulgado na quarta-feira.

Soando mais otimistas sobre as perspectivas para o ritmo lento de crescimento econômico do país, os nove membros do comitê do BoE votaram por 7 a 2 a favor de um aumento de 25 pontos-base nos juros, para 4,25% – o 11º aumento consecutivo.

“O comitê continuará monitorando de perto as indicações de pressões inflacionárias persistentes, incluindo o aperto das condições do mercado de trabalho e o comportamento do crescimento salarial e da inflação de serviços”, disse o banco central.

“Se houver evidências de pressões mais persistentes, será necessário um maior aperto da política monetária”, acrescentou.

Na quarta, o movimento do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) trouxe alívio aos mercados.

Apesar da alta de 0,25 p.p. nos juros, a autoridade adotou um tom mais moderado para falar sobre a trajetória futura da taxa, ao dizer que “algum endurecimento adicional' da política monetária “poderá ser apropriado' para que a inflação convirja à meta.

Na véspera, o dólar fechou o dia cotado a R$ 5,236 na venda, em baixa de 0,17%.

O Banco Central fará neste pregão leilão de até 16 mil contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 2 de maio de 2023.

*Publicado por Tamara Nassif. Com informações da Reuters.

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