• Terça, 16 de Junho de 2026

PGR tem conclusões que turbinam acusação contra Bolsonaro que nem PF bancou, diz Folha

Gonet pede valor mínimo para reparação de danos causados pelos acusados

MIDIAMAX/GUSTAVO HENN


Imagem ilustrativa. (Clauber Cleber Caetano/PR)

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, fez denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros acusados de tentativa de golpe que turbinou conclusões da PF (Polícia Federal) sobre o caso.

A PGR (Procuradoria Geral da República) acusou o ex-presidente por dano contra o patrimônio da União – nos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023, e afirmou que ele concordou com plano de assassinar Lula (PT), Geraldo Alckmin (PSB) e Alexandre de Moraes.

Além disso, o procurador-geral da república pediu para que fosse fixado um valor mínimo para a reparação dos danos causados pelos acusados, inclusive o ex-presidente.

No indiciamento da PF, não constam os crimes do 8 de janeiro, ainda que a polícia tenha traçado ligação entre eles e Bolsonaro. Também não aparece no relatório que Bolsonaro concordou com o plano de assassinatos.

Gonet fundamenta suas conclusões em mensagens de WhatsApp, que não são conclusivas e podem ter diferentes interpretações. Ele também afirma que havia um contexto de golpe em favor do ex-presidente e que o 8 de janeiro foi “fomentado e facilitado pela organização denunciada, que assim, por mais essa causa, deve ser responsabilizada'.

O procurador-geral apresenta ainda mensagens de Mauro Cid, no sentido de que estava para acontecer alguma coisa nos primeiros dias de janeiro de 2023. O ex-chefe da Ajudância de Ordens de Bolsonaro é visto como um “fio condutor” do inquérito, mas essa posição não é levada em conta na denúncia da PGR.

A PF afirma que Bolsonaro sabia do plano por ele ter sido impresso por Fernandes no Palácio do Planalto, em dias em que possivelmente se encontrou com o ex-presidente. Já Gonet vai além e afirma que Bolsonaro concordou com a proposta, respaldado por uma mensagem enviada por Fernandes a Cid, em que o general diz ter tido uma conversa com o presidente e que “qualquer ação” poderia ocorrer até 31 de dezembro.

*Com informações da Folha de São Paulo

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