• Quinta, 30 de Abril de 2026

Voluntários formam primeira brigada de incêndio em assentamento

Prev Tupã vai se somar a outras quatro equipes da região em Miranda

INARA SILVA / CAMPO GRANDE NEWS


Primeira brigada voluntária do Assentamento Tupã Baê, em Miranda. (Foto: Ecoa)

Uma brigada comunitária voluntária foi formada nesta semana no Assentamento Tupã Baê, em Miranda, no Pantanal de Mato Grosso do Sul. A equipe Prev Tupã é a primeira brigada do local e conta com a ação de seis pessoas, sendo três homens e três mulheres. O nome foi escolhido em homenagem ao  PrevFogo (Ibama), responsável pelo treinamento.

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Segundo Fernanda Cano, especialista da Ecoa e responsável pela articulação do projeto, a nova brigada é fundamental para a proteção e conservação do assentamento. A comunidade fica na borda do Pantanal, em um ponto estratégico e importante para o MIF (Manejo Integrado do Fogo), ações coordenadas para prevenir e combater incêndios, junto a outras quatro brigadas comunitárias do município.

Com a Prev Tupã, Miranda agora conta com cinco dessas forças e duas federativas. A formação, que foi realizada nos dias 28 e 29 de julho, é resultado do apoio do Fundo Casa Socioambiental, com a participação do PrevFogo (Ibama), Instituto de Pesquisas Ecológicas, Juntos pelo Pantanal e a Prefeitura Municipal de Miranda.

Reciclagem 

Como sequência de treinamentos previstos nesta ação, voluntários das comunidades Trevo Carandazal e Bandeira concluem hoje uma reciclagem para atuação no combate às queimadas. Onze pessoas participam da reciclagem, sendo seis integrantes do Trevo Carandazal e cinco do Bandeira.

A comunidade Bandeira sofreu grandes perdas, em 2023, quando os incêndios destruíram as caixas de abelhas do apiário Flor de Camalote.

A pesca, que antes era a principal atividade econômica da comunidade, tem enfrentado desafios devido à diminuição de peixes no Rio Miranda. Nesse contexto, a produção de mel surgiu como uma alternativa vital de renda, o que torna a proteção dos apiários uma prioridade ainda maior para essas comunidades.

Perdas 

Os incêndios no Pantanal não causam apenas a perda da biodiversidade e impactos na saúde, mas também atingem diretamente as cadeias produtivas da sociobiodiversidade. Produtos como o mel, o bacuri, a bocaiúva, a laranjinha-de-pacu e o baru são cruciais não só para a conservação do ambiente pantaneiro, mas também para a organização das comunidades, a segurança alimentar e a geração de renda, sendo frutos de manejos sustentáveis e artesanais.



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