• Sexta, 12 de Dezembro de 2025

Afastamento de diretora leva pais a protestarem na prefeitura

Comunidade escolar contesta decisão da Semed e cobra explicações sobre mudança

KAMILA ALCâNTARA E GENIFFER VALERIANO / CAMPO GRANDE NEWS


Pais protestam no canteiro central da Avenida Afonso Pena, em frent a prfeitura de Campo Grande (Foto: Paulo Francis)

Pais de alunos da Escola Municipal Maj. Aviador Y-Juca Pirama de Almeida, localizada dentro da Vila Base Aérea, protestaram na tarde desta quinta-feira (31) em frente à Prefeitura de Campo Grande contra o afastamento da diretora Shirley Nunes.

RESUMO

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Pais de alunos da Escola Municipal Maj. Aviador Y-Juca Pirama de Almeida protestaram em frente à Prefeitura de Campo Grande contra o afastamento da diretora Shirley Nunes. Os manifestantes entregaram um abaixo-assinado com 429 assinaturas e alegam perseguição política por parte da Secretaria Municipal de Educação. O grupo, formado por cerca de 12 pais, questiona a falta de justificativa para a decisão e teme prejuízos nos projetos escolares, especialmente para as turmas do 9º ano. Representantes do gabinete da prefeita Adriane Lopes prometeram uma reunião com o secretário adjunto da Educação.

Segundo os manifestantes, a decisão da Semed (Secretaria Municipal de Educação) não foi justificada e seria motivada por perseguição política. Esse caso chegou à reportagem pelo canal Direto das Ruas.

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Cerca de 12 pais participaram do ato, com faixas que pediam a permanência da diretora e criticavam a falta de diálogo. Também foi entregue à assessoria da prefeita Adriane Lopes (PP) um abaixo-assinado com 429 assinaturas de pais, alunos e professores. O grupo foi recebido por representantes do gabinete e saiu com a promessa de uma reunião com o secretário adjunto da Educação.

“Fomos pegos de surpresa com a notícia da saída dela. Fomos à Semed e não deram nenhuma explicação plausível', disse Gleyce Rezende, de 44 anos, mãe de aluno do 8º ano. “Temos um grupo com mais de 130 pais e viemos aqui mostrar nossa indignação. Isso é politicagem', completou.

Keila Paulino, empreendedora de 42 anos, também se manifestou: “Queremos que ela fique até dezembro. Ela é madrinha da turma do 9º ano. Tirá-la agora é inaceitável.'

A professora Maria Dantas, mãe de aluno do 8º ano, questionou o motivo da saída. “Ela é concursada, não cometeu nenhum crime. Cadê a democracia?', disse. Já Elaine Louveia, aposentada de 48 anos, teme prejuízos nos projetos escolares. “Quem vai assumir os eventos e a formatura da turma? Não é a primeira perseguição que ela sofre', afirmou.

As faixas do protesto permanecerão no canteiro próximo à entrada da Base Aérea. A reportagem entrou em contato com a Semed, mas até a publicação desta matéria não obteve resposta. O espaço está aberto para esclarecimentos.

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