• Sexta, 01 de Maio de 2026

Feminicídio em Ribas: pais prestaram socorro antes da chegada da polícia

Família relata histórico de denúncias e agressões ao longo do relacionamento

KAMILA ALCâNTARA E GABI CENCIARELLI / CAMPO GRANDE NEWS


Arte da nota de pesar divulgada pela família de Aline (Imagem: Reprodução)

A família de Aline Barreto da Silva, de 33 anos, morta no último domingo (14) em Ribas do Rio Pardo, afirma que a vítima não recebeu atendimento policial quando pediu ajuda horas antes de ser atacada pelo ex-marido. A denúncia foi feita por Bruna Barreto, irmã de Aline, em conversa com o Campo Grande News.

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Segundo Bruna, foram os próprios pais que encontraram a filha ferida e a levaram ao hospital. “Meus pais que a encontraram e levaram ela para o hospital. A polícia não foi quando ela ligou. Foi muita negligência', afirmou.

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Agressões e perseguição - De acordo com a irmã, Aline e Marcelo Augusto Vinciguerra ficaram casados por 11 anos e estavam separados havia cerca de um ano. Três dos quatro filhos da vítima são do relacionamento com o agressor.

Bruna afirma que o comportamento violento não era recente. “Ele sempre foi muito agressivo e ciumento, e ela já denunciou ele várias vezes. Que eu saiba, pelo menos três vezes ela prestou queixa', disse.

Mesmo após o fim do relacionamento, a perseguição teria continuado. “Depois que terminaram, ele sempre perseguiu ela. As agressões aconteceram tanto durante quanto depois que o relacionamento acabou', relatou.

Ainda segundo a irmã, o ataque aconteceu na residência de Aline. “Onde ela morreu era a casa dela', afirmou Bruna, reforçando que a vítima já vivia separada do agressor.

Aline chegou a ser socorrida e levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. O ex-marido foi preso em flagrante e o caso segue sob investigação da Polícia Civil.

Mais uma - A morte de Aline é o 39º caso de feminicídio registrado em Mato Grosso do Sul em 2025. O número já coloca este ano como o terceiro mais violento desde a criação da Lei do Feminicídio, em 2015, atrás apenas de 2020 e 2022.

A reportagem procurou a Polícia Militar para comentar a denúncia feita pela família sobre o atendimento após o pedido de socorro e aguarda retorno para melhores esclarecimentos.

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