• Domingo, 02 de Agosto de 2026

Prima distante fez arte e árvore genealógica para dar a Ney Matogrosso

Apesar da tentativa, encontro não rolou, mas Giovanna diz que segue admirando o artista que ouve desde pequena

CLAYTON NEVES / CAMPO GRANDE NEWS


Giovanna diz que admira o cantor desde a infância. (Foto: Paulo Francis)

Uma tentativa de encontro acabou ficando só na intenção, mas nem por isso perdeu o significado para a bacharel em Direito Giovanna Mattje Arismunho, de 24 anos. Prima distante do cantor Ney Matogrosso, ela levou ao Teatro Glauce Rocha um presente especial para o artista, um desenho em aquarela feito por ela, inspirado em diferentes fases da carreira do ídolo.

Na tentativa de chamar a atenção do cantor e comprovar o laço familiar, Giovanna ainda desenhou uma árvore genealógica detalhada, explicando as conexões entre os dois.

“Fiz tudo explicadinho, porque a família é muito grande e os nomes vão se perdendo com o tempo', conta. Segundo ela, o vínculo vem de gerações anteriores e o tataravô é o mesmo bisavô de Ney, com ramificações em Bela Vista, cidade de origem da família.

O desenho, feito em aquarela tradicional e com tinta metalizada, traz duas versões do artista, uma mais jovem, inspirada na fase performática de Bandido Corazon, e outra atual representando a maturidade e a permanência no cenário musical, com o álbum Bloco na Rua.

“Eu quis retratar esse passar do tempo, porque ele nunca deixou de ser um ícone. Ele se reinventa, é camaleônico, assim como destacou a escola de samba que homenageou ele no último Carnaval', pontuou a jovem.

Apesar do esforço e da expectativa, Giovanna não conseguiu ser recebida pelo artista por conta da correria nos bastidores. Ainda assim, ela garante que a frustração não diminui o carinho. “A admiração permanece, independente de contato próximo. Ele sempre foi uma figura marcante na família', explica.

Segundo ela, o sentimento vem desde a infância. Crescida em meio a referências de MPB, rock e música nacional, Giovanna afirma que o artista sempre esteve presente no ambiente familiar. “Não era uma coisa forçada, mas sempre esteve ali. E isso foi ficando', lembra.

Por volta dos 10 anos, ela descobriu que o ícone da música brasileira também fazia parte da própria história da família, mesmo que ela não tivesse convivência.

Além do parentesco, Giovanna afirma que é movida pelo exemplo de liberdade e autenticidade que marcaram a trajetória de Ney. “Ele mostrou que é possível ser quem você é, mesmo que pareça mais difícil. Que é possível ser autêntico e viver do seu jeito', finaliza.

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