Coronel Sapucaia
Fujona chega no Bioparque e ficará de quarentena antes de dividir tanque
Pirarucu ficou famosa depois de saltar de carro em movimento na Avenida Mato Grosso
FERNANDA PALHETA E GENIFFER VALERIANO / CAMPO GRANDE NEWS
A Fujona, pirarucu que ficou famosa depois de saltar de um carro em movimento em plena Avenida Mato Grosso, chegou na sua nova casa, o Bioparque Pantanal, no final da manhã desta segunda-feira (6). Antes de se 'instalar' de vez no tanque Grandes Rios, ela ficará de quarentena no hospital do maior aquário de água doce do mundo.
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Segundo o médico veterinário do Bioparque, Edson Pontes, a Fujona pode ficar de 15 a 40 dias em observação. Ele explica que os cinco médicos veterinários que irão acompanhá-la nesse período vão observar principalmente o comportamento alimentar e fisiológico do animal.
A Fujona ainda passará por exames para coletar informações do seu estado biológico. 'Esses exames serão feitos para ver se tem algum problema e como a equipe pode intervir ou não', disse.
Depois da quarentena, a Fujona vai para o tanque Grandes Rios, onde vai ganhar um companheiro da mesma espécie, o Beto. 'Lá ela vai ficar em um tanque que não é composto só da espécie dela, vai dividir espaço com outros peixes do mesmo tamanho. O pirarucu é um predador para animais menores, se ela ficasse com peixes pequenos, corria esse risco', completou.
Durante o transporte para a casa nova, a Fujona comprovou que seu nome não poderia ser outro. Na primeira tentativa de capturá-la, ela saltou e fugiu da rede de pesca. O médico veterinário explicou que essa é uma característica natural da espécie. 'É um animal bem agressivo. Tem diversos relatos e histórias de problemas com eles em tanque, com humanos, porque é um animal feroz, selvagem e costuma pular muito, se defender assim como qualquer outro animal', detalhou.
Mas, segundo ele, a principal preocupação do trajeto de cerca de sete quilômetros entre a Feira Central e o Bioparque não foi evitar uma nova fuga, como a flagrada na última quinta-feira (1º).
'O nosso cuidado principal é manter esse animal acordado durante todo o transporte, normalmente nós aplicaríamos tranquilizantes, mas essa espécie respira ar atmosférico, não poderíamos levá-lo dormindo', relatou. O objetivo foi fazer o transporte com que gerasse o menor estresse para o animal. 'Cuidado com o ar, e não pode ter mudança na temperatura da água e mínimo movimento possível', completou.
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