Esportes
Bruno Schmidt cita conselhos do tio Oscar e lembra comemoração na Rio 2016: "Foi um presente"
Apesar da diferença de idade, campeão olímpico no vôlei de praia afirma que acompanhou carreira do "Mão santa" de quem aprendeu a importância da busca pela excelência
GLOBOESPORTE.COM / REDAçãO DO GE
"Meu nome é Bruno Oscar Schmidt". Com orgulho e citando momentos de aprendizado com o tio, o sobrinho de Oscar Schmidt contou um pouco sobre como é ter um ícone do esporte nacional na família. Durante participação no Sportv News na tarde deste sábado (18), Bruno Schmidt lembrou conselhos, como a busca pela excelência e a importância dos treinos, além de citar um momento especial vivido entre os dois na comemoração do ouro nos Jogos Olímpicos do Rio em 2016.
Oscar faleceu na sexta-feira (17), aos 68 anos, após sofrer uma parada cardiorrespiratória em São Paulo. A diferença de idade entre os dois era de 28 anos, o que não impediu o sobrinho de acompanhar a carreira do tio, muito em função desse "DNA da família", marcado pela entrega ao esporte.
- Eu cresci tendo como maior exemplo uma referência no cenário nacional esportivo na minha família. Gostaria de ter falado mais isso pra ele. Sou muito grato porque ele transformou a nossa família em família de esportistas. E eu cresci nesse ambiente. Tenho certeza que isso foi fundamental pra minha carreira, pra minha ascensão, pra ter pegado o gosto pelo esporte.
Bruno relatou que uma das principais consequências da rotina de um atleta de alto rendimento é o contato reduzido com a família, mas, no período em que morou no Rio de Janeiro, conseguiu acompanhar mais partidas quando Oscar defendia a equipe que levava o nome da capital fluminense e o Flamengo. O contato mais próximo foi crucial para receber conselhos no início da trajetória do vôlei de praia que lembra até hoje.
- Quando comecei a jogar, ele enfatizava bem a busca pela excelência. Achei engraçado que ele traçava um paralelo do arremesso, que é uma coisa treinável de repetição, com o saque, que é uma ação do vôlei de praia de você iniciar o ralli. E ele falava: "Treina, treina ao máximo, seja o melhor sacador". Eu fiz isso, treinei ao máximo. Acho que por questões físicas, eu não podia sacar com tanta intensidade como alguns atletas de altura sacavam, mas busquei ao máximo ter precisão nessa função de saque. E fez muito sentido, me ajudou muito sim, em diversos torneios, em diversas etapas que joguei. Foi uma pincelada de uma dica, de um querer que o sobrinho carregasse esse DNA, carregasse o nome da família da maneira como ele carregou. Eu sempre senti isso: o orgulho que ele tinha de ter um familiar ainda em competição, profissionalmente, mesmo que numa outra modalidade.
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A intensidade e a busca por fazer o melhor na profissão também foram aspectos citados pela homenagem do tio Tadeu, na abertura da edição de sexta-feira do Big Brother Brasil. Ambos relataram o orgulho de assumirem essas características na vida, a partir do exemplo de Oscar.
- O Tadeu à noite fez aquela homenagem espetacular que me emociona até agora e deixou bem claro isso. A paixão que ele tinha. Se for definir o que o Oscar transmitiu pra todo mundo, principalmente pra nossa família, era essa paixão de entregar o melhor sempre. A medalha que eu conquistei foi um presente pra família, foi um presente que ele quase teve a chance de buscar e ele viu que o sobrinho dele, que carrega o nome dele, meu nome é Bruno Oscar Schmidt, continuou entregando o máximo, dando essa paixão dentro de quadra e tenho certeza que eu consegui cumprir um pouco da história.
Ao lado de Alisson, Bruno venceu o campeonato mundial em 2015, quando também foi eleito o melhor jogador da modalidade pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB), para, no ano seguinte, conquistar o ouro olímpico nas areias de Copacabana. Durante a participação no programa do sportv , ele, com 1,85m de altura, lembrou a conquista na Rio 2016 e a comemoração com o tio - nos altos de seus 2,06m - que, mesmo sendo o maior pontuador no basquete olímpico, não conquistou medalha nas cinco edições dos jogos em que competiu.
- Ele estava transmitindo por outra emissora, obviamente vinculado ao basquete, mas ele apareceu lá, me agarrou. Assim, não entendi nada, só via alguém muito grande me puxando, agarrando, dando um beijo assim com muita emoção. Eu vou levar isso pra sempre.
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