Esportes
Corinthians fecha 2025 com déficit de R$ 143,4 milhões e dívida bruta de R$ 2,7 bilhões
Diretoria incluiu renegociação de dívida com a União e conteve crescimento do endividamento
GLOBOESPORTE.COM / GABRIEL OLIVEIRA
O Corinthians fechou o ano de 2025 com déficit de R$ 143,441 milhões e dívida bruta de R$ 2,723 bilhões, segundo balanço enviado ao Conselho Fiscal e ao Conselho de Orientação (Cori) e obtido com exclusividade pelo ge.
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O clube teve R$ 810,126 milhões de receita operacional líquida, contra R$ 885,354 milhões de despesas operacionais totais.
Com R$ 107,405 milhões recebidos de repasses de direitos federativos na venda de atletas, o resultado operacional ficou em R$ 13,938 milhões.
Contabilizando descontos de depreciação, amortização e resultados não operacionais, chega-se ao déficit de R$ 143,441 milhões.
A dívida bruta total do Corinthians caiu para R$ 2,723 bilhões, em um patamar menor do que os R$ 2,8 bilhões registrados até novembro de 2025. O montante inclui R$ 2,081 bilhões de dívida do clube e R$ 642 milhões do financiamento da Neo Química Arena.
O Corinthians melhorou o perfil da dívida porque incluiu, nos números de 2025, a transação tributária negociada com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), assinada neste ano.
O clube obteve 46,6% de desconto para pagar R$ 679 milhões de uma dívida com a União de R$ 1,2 bilhão. O impacto estimado na dívida total é de R$ 127 milhões.
O plano coletivo de pagamento de dívidas no âmbito da Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), da CBF, também melhorou o perfil da dívida corintiana, segundo o balanço.
Houve ainda a inclusão de R$ 205,541 milhões de prejuízo de anos anteriores a 2025 no déficit acumulado no patrimônio líquido.
O período abrange cinco meses da gestão Augusto Melo, que, em um processo de impeachment, deixou o cargo provisoriamente em 26 de maio e em definitivo em 25 de agosto. Desde o afastamento de Augusto, Osmar Stabile assumiu a presidência, sendo posteriormente confirmado no cargo em eleição no Conselho Deliberativo.
O balanço precisa ser aprovado pelo Conselho Fiscal, pelo Cori e pelo Conselho Deliberativo até o fim deste mês, conforme determina a legislação.
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