Coronel Sapucaia
Alunos protestam contra estrutura após incêndio em bloco da UFMS
Universitários relatam alagamentos, goteiras e falta de energia; instituição diz que aulas seguem normalmente
KETLEN GOMES / CAMPO GRANDE NEWS
No retorno do feriado de Tiradentes, alunos da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) fixaram cartazes em protesto contra as condições estruturais do Bloco 6. Na última quinta-feira (15), um curto-circuito provocou incêndio na unidade, após falha em um aparelho de ar-condicionado.
A universidade informou que as atividades acadêmicas seguem normalmente e que apenas duas salas estão interditadas. Estudantes, no entanto, afirmam que o episódio é consequência de problemas recorrentes no prédio, como alagamentos, goteiras e quedas de energia.
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Acadêmica de audiovisual, Leilane Meneses, de 21 anos, relata ter presenciado ao menos cinco alagamentos no bloco. Segundo ela, em dias de chuva, o local fica “intransitável', com água invadindo salas e corredores. “Os alunos precisam passar mesmo com água cobrindo os pés', disse.
A estudante afirma ainda que professores já precisaram trocar de sala, e até de bloco, por falta de condições adequadas para aulas. Ela critica a falta de retorno da universidade diante das demandas por melhorias.
“O corpo discente, em sua maioria, sempre busca melhorias, mas a UFMS quase nunca responde. Quando faz algo para melhorar a infraestrutura, nunca faz o que é prioridade. Eles colocaram aquelas estruturas de sombra para o estacionamento enquanto o banheiro feminino não tem metade das pias, os alunos do bloco não usam o banheiro do bloco, usam o do lado, de farmácia, que é mais recente', afirmou.
Outra acadêmica de audiovisual, que preferiu não se identificar, relatou que, durante temporais, a água escorre pela lateral e invade o prédio, formando “um rio' no interior da unidade.
“Até brincamos sobre a sala que pegou fogo, chamando de ‘sala queimada dois’, porque já houve um caso semelhante no ano passado. Quando cheguei hoje (22) de manhã, três salas estavam sem energia elétrica, a aula prevista para começar às 8h começou às 8h40', contou.
A estudante também questiona a distribuição de investimentos na universidade. Segundo ela, alguns cursos recebem mais recursos e contam com melhor infraestrutura, enquanto outros enfrentam deterioração.
Leilane reforça a crítica e afirma que é 'desgastante' ver que a instituição não proporciona um ambiente decente para os estudos e convivência dos alunos, já que muitos deles, inclusive ela, passam 80% do dia na faculdade.
“Além do favoritismo de outros cursos e faculdades que são ‘mais retorno’ para a UFMS. Hoje deve estar rolando ao menos duas grandes construções na FADIR (Faculdade de Direito) e uma reforma de ampliação para a FACOM (Faculdade de Computação)', disse.
Em nota, a UFMS informou que o incêndio foi controlado rapidamente pela equipe da prefeitura universitária, com uso de extintores e equipamentos de segurança. A instituição também afirmou que realiza vistorias periódicas na rede elétrica, conforme o Plano Integrado de Segurança contra Incêndios.
“Todos os estudantes e professores foram comunicados sobre os encaminhamentos no mesmo dia', informou a universidade.
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