• Quinta, 23 de Abril de 2026

Análise: Santos de Cuca trava em sequência na Vila Belmiro e se fragiliza a cada jogo

Time peca no campo ofensivo e se complica no duelo contra o Coritiba pela Copa do Brasil

GLOBOESPORTE.COM / JOSé EDGAR DE MATOS


Cuca observa o time do Santos no duelo contra o Coritiba — Foto: Raul Baretta/Santos FC

O que começou promissor, terminou frustrante. O Santos comandado por Cuca pouco aproveitou a sequência de quatro partidas consecutivas na Vila Belmiro, encarada como fundamental para o trabalho embalar. Ao contrário do esperado, o time travou e a evolução está em xeque.

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Do time criativo, e que acumulou chances perdidas na vitória contra o Atlético-MG, restou uma formação pouco organizada no campo de ataque no empate por 0 a 0 com o Coritiba, na noite de quarta-feira, pelo duelo de ida da quinta fase da Copa do Brasil.

Com exceção ao talento de Neymar na bola parada, que rendeu uma cobrança de falta na trave perto dos acréscimos da segunda etapa, o Santos machucou o adversário no maior mérito do trabalho de Cuca até aqui: o perde-pressiona no campo adversário.

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Foi assim que o time, com menos de dez minutos, criou duas oportunidades de gol e ensaiava uma atuação dominante. Gabigol teve duas chances nos pés. Na primeira, teve o chute bloqueado dentro da área. Na segunda, o gol acabou anulado.

A partir dos 15 minutos, velhas manias reapareceram. A ansiedade ditou o ritmo do Santos, que abusava da procura por Neymar. O camisa 10 foi novamente participativo e completou o quarto jogo seguido completo, encontrou alguns bons passes, mesmo deslocado para a ponta esquerda a partir da saída de Gustavo Henrique, que se machucou na metade do primeiro tempo.

A dependência de Neymar, contudo, atestava a fragilidade ofensiva do Santos. O meia-atacante ainda peca em tomadas de decisão e foi finalizar a primeira bola somente na reta final da primeira etapa. No fim, o camisa 10 liderou o time em finalizações (seis), faltas recebidas (sete) e passes incompletos (14), o que ilustra a mistura entre se apresentar para o jogo, mas sem o peso decisivo do passado.

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O segundo tempo trouxe mais preocupação. O Coritiba facilmente encontrou espaços para machucar a defesa santista e só não abriu o placar por erros cara a cara com Diógenes. Primeiro com Breno Lopes, que carimbou o travessão aos 14 minutos. Depois com Pedro Rocha, que, na pequena área, perdeu uma chance inacreditável.

As duas oportunidades transformaram de vez o ambiente na Vila Belmiro. A esperança por uma atuação consistente deu lugar às cobranças. Nem a bola na trave de Neymar, em cobrança de falta aos 42 minutos, mudou o jogo e o clima na Vila.

A despedida da sequência na Vila terminou com vaias e a sensação de que o Santos de Cuca, que empatou com Recoleta e perdeu do Fluminense diante de seu torcedor, se fragiliza a cada jogo.

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