Coronel Sapucaia
Em novo júri, Henrique e Wellington são condenados por morte na Moreninha III
Em agosto de 2024, o Ministério Público Estadual recorreu e conseguiu anular a absolvição da dupla
GENIFFER VALERIANO / CAMPO GRANDE NEWS
Quase dois anos após serem absolvidos, Henrique da Silva Bernardo e Wellington Paes Lino foram condenados, nesta quinta-feira (23), por homicídio qualificado e por quatro tentativas de homicídio. O crime ocorreu no dia 1º de janeiro de 2021, quando cinco rapazes estavam sentados em frente a uma residência no Bairro Moreninha III, em Campo Grande.
O primeiro julgamento foi realizado em maio de 2024. Na ocasião, Leonan Gomes de Assis foi condenado pela morte de Odilon Rodrigues da Silva Mareco e pelas tentativas de homicídio, enquanto Henrique e Wellington acabaram absolvidos.
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A absolvição, no entanto, foi anulada pelo TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), que considerou o veredicto contrário às provas dos autos. Com isso, os dois foram submetidos a novo julgamento pelo Tribunal do Júri, nesta manhã, após recurso apresentado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) em agosto de 2024.
Neste julgamento, o Conselho de Sentença condenou Henrique e Wellington pelos mesmos crimes. As penas foram fixadas em 32 e 31 anos de prisão, respectivamente, a serem cumpridas em regime fechado.
Após a leitura da sentença, o juiz presidente do Tribunal do Júri, Carlos Alberto Garcete, determinou a expedição imediata dos mandados de prisão contra os réus, que estavam em liberdade desde a absolvição anterior.
O crime – Conforme a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), o atentado ocorreu por volta da 1h do dia 1º de janeiro de 2021, na Rua Mururé. Na ocasião, Leonan e outros dois envolvidos foram até o local em um veículo Gol, de cor preta, abriram os vidros e efetuaram disparos contra as vítimas, que ingeriam bebidas alcoólicas durante a comemoração de Ano Novo.
Após o ataque, os autores fugiram. As vítimas foram socorridas por moradores e levadas à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da região. Quatro sobreviveram, mas Odilon morreu antes mesmo de receber atendimento médico.
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