Coronel Sapucaia
Dólar volta a superar os R$ 5 com tensão sobre o petróleo
Decisão dividida no banco central dos EUA e alta do barril pressionam mercados
ÂNGELA KEMPFER / CAMPO GRANDE NEWS
O dólar fechou em alta nesta quarta-feira (29) e voltou ao patamar de R$ 5, em um dia marcado por tensão internacional e sinais mais duros da política monetária dos Estados Unidos. A moeda norte-americana subiu 0,39% e encerrou cotada a R$ 5,001, acompanhando o movimento global de valorização diante da aversão ao risco.
O principal fator veio do Federal Reserve, que manteve a taxa de juros entre 3,5% e 3,75%, como já era esperado. O problema não foi a decisão em si, mas o recado. O placar de 8 a 4, algo raro desde 1992, expôs divisão interna e aumentou a incerteza sobre os próximos passos da autoridade monetária.
Parte dos dirigentes defendeu uma postura mais rígida no combate à inflação, sem sinalizar cortes de juros no curto prazo. Esse tom mais conservador fortalece o dólar porque indica juros elevados por mais tempo, o que atrai investidores para ativos americanos.
O índice DXY, que mede o desempenho da moeda frente a uma cesta de seis divisas fortes, subiu 0,3%, chegando a 98,96 pontos.
O encontro também marcou a despedida de Jerome Powell da presidência do Fed. Ele afirmou que seguirá como dirigente, citando “eventos recentes' e pressões políticas envolvendo o governo de Donald Trump.
No mesmo dia, a Bolsa brasileira sentiu o impacto e caiu 2,05%, fechando aos 184.750 pontos.
Outro elemento que pesou foi o petróleo. O barril voltou a encostar em US$ 119, impulsionado pela guerra envolvendo o Irã e pelo bloqueio do Estreito de Hormuz, rota estratégica para o transporte global da commodity. Antes da escalada do conflito, o preço girava em torno de US$ 70. É uma alta brusca, e o mercado não ignora isso.
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