• Quinta, 14 de Maio de 2026

Análise: Everson e Pascini salvam Atlético-MG na Copa do Brasil, mas time segue sem rumo no ano

Alvinegro passa nos pênaltis, mas não apaga atuação desastrosa no tempo normal

GLOBOESPORTE.COM / ANDRé RIBAS


Melk e Mozart em Ceará x Atlético-MG — Foto: Kid Junior/SVM

O Atlético-MG viveu um pesadelo por quase 90 minutos contra o Ceará pela quinta fase da Copa do Brasil. Só conseguiu acordar graças a um garoto de 18 anos e a um goleiro que não só garante pontos, mas faz o time avançar em torneios eliminatórios, como foi agora às oitavas de final. Quando uma classificação traz mais dúvidas quanto ao desempenho e críticas em relação à postura do que impressões positivas, é sinal de que muitas coisas estão erradas.

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O Atlético viu a vantagem construída no jogo de ida - por 2 a 1 - desmoronar com cinco minutos. Flertou com a eliminação em boa parte da partida e conseguiu um gol aos 45 minutos do segundo tempo para levar a decisão da vaga para os pênaltis. A partir desse momento, Everson tomou conta: garantiu duas defesas e ainda fez o pênalti decisivo: um triunfo por 4 a 2.

Não deu nem tempo de analisar as trocas de Eduardo Domínguez na escalação inicial. Com menos de três minutos, Cissé derrubou Fernandinho na área, cometeu o pênalti e levou vermelho direto. Alex Silva foi para a cobrança e aumentou a pressão.

Com um a menos, o Atlético desmoronou. Não conseguiu se compactar e ter uma linha defensiva forte. Viu o Ceará dominar as ações e encontrar espaços na área. Tanto que Melqui chegou a marcar aos 17 minutos, mas o VAR anulou por falta em Everson.

O segundo gol do Ceará era questão de tempo. E veio ainda na primeira etapa. Fernandinho avançou pela direita e deixou dois marcadores para trás antes de finalizar. Lodi tentou cortar, mas acertou a bola nas costas de Everson, que não pôde evitar o gol.

Domínguez tentou mudar o cenário e colocou Natanael e Cuello no jogo. Pouco impactou no restante do primeiro tempo, que só teve um time buscando o resultado.

O Atlético precisava reagir. Voltou para o segundo tempo precisando de um gol para não ser eliminado. Domínguez retornou com mais duas trocas: Pascini e Alexsander entraram. O impacto foi quase nulo. O Ceará seguiu com o domínio completo do jogo e perto de chegar ao terceiro gol.

Com dez minutos, o Vozão já havia carimbado a trave e desperdiçado outra boa chance. O ritmo seguiu, e Everson precisou fazer uma grande defesa para deixar o Galo com chances de reagir.

Ninguém imaginava um cenário diferente do que o Ceará confirmando a vaga às oitavas. O Atlético parecia entregue. Tanto que a primeira finalização veio aos 40 minutos, com Cassierra em chute de fora da área.

Mas, aos 45 minutos, um pingo de lucidez apareceu no time. Em construção com tranquilidade, Cassierra achou um bonito passe para Pascini na entrada da área. O garoto avançou e finalizou forte para levar o jogo para a disputa de pênaltis.

Quando uma equipe tem Everson no gol, tudo o que aconteceu durante os 90 minutos fica para trás na disputa de pênaltis. Não é só uma imposição técnica, mas também mental e muito estudo sobre os cobradores.

O goleiro defendeu a segunda e a quarta cobrança do Ceará. Fez sua parte e assumiu a responsabilidade de bater o último pênalti. Nesse momento, quem já o acompanha no clube sabe que a disputa chegou ao fim.

Ter Everson faz o Atlético superar jogos ruins e garantir a sobrevivência em jogos eliminatórios, mesmo quando o time não merece. Mas, se não tiver um rumo - um time organizado - de nada adiantará no futuro. É preciso encontrar um caminho para a temporada.

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