• Sexta, 15 de Maio de 2026

Felipe Anderson explica lesões, trabalha mental e adapta jogo para ser decisivo no Palmeiras

Meia-atacante jogou com dores no ano passado e conta dificuldades com diferença de calendário, saindo de uma média de 50 para 70 jogos no futebol brasileiro

GLOBOESPORTE.COM / CAMILA ALVES


Gol de Felipe Anderson em Palmeiras x Jacuipense — Foto: Marcos Ribolli

Quando se apresentou no Palmeiras como reforço de peso em maio de 2024, Felipe Anderson se notabilizava pela sequência de três temporadas sem perder uma única partida enquanto defendia a Lazio, da Itália. Até que a volta ao Brasil impôs uma nova realidade: virou desfalque em 16% dos jogos por problemas físicos no clube.

Aos 33 anos, sentiu dificuldades com o calendário e demorou para se adaptar, chegando a jogar com dores ao longo de parte do processo. Mas mudou características de jogo, trabalhou o mental e agora, em sua terceira temporada no clube, aproveita as oportunidades que Abel dá.

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São três assistências, dois gols e o destaque na vitória que classificou o Palmeiras às oitavas da Copa do Brasil.

– Essa questão de ter muitos jogos, não estou reclamando, mas é um fato que vivemos no futebol brasileiro. Acaba atrapalhando a recuperação – explica o meia-atacante, ao ge.

– São jogos importantes e ficar de fora é muito dolorido, mas tem processos que não podemos negligenciar. Então tive que tratar durante um tempo, quando voltei, acabei sofrendo de novo um pouco, mas estou muito recuperado, pronto.

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A diferença está evidente nos números. É tanto que os problemas físicos começaram a acumular só em 2025, quando tinha seis meses de clube.

Porque enquanto a Lazio fazia uma média de 50 partidas por temporada, no Palmeiras disputou 75 em 2024, somando ambos os clubes no mesmo ano, e em 2025, fez 51 das 76, que é quando emenda a sequência de problemas.

Dores na coxa esquerda em janeiro, edema na coxa direita em maio, inflamação no quadril em julho e duas entorses no tornozelo esquerdo, que o fizeram iniciar 2026 ainda em transição.

– Muitas vezes neste ciclo de jogos seguidos, há jogadores que jogam, mas não estão 100% – diz Abel Ferreira.

– Tem a ver com aquilo que é um contexto do futebol brasileiro. O Felipe sempre jogou de forma regular, sem lesões, e aqui ele tem tido algumas que o afeta na parte física e no rendimento.

Ele esteve ausente em 22 partidas, equivalente a 16,30% dos 135 jogos do Palmeiras desde 17 de julho de 2024, segundo dados coletados por Davi Barros, que faz o controle das lesões do Alviverde para o Gato Mestre do ge.

Uma rotina que tem impacto, inclusive, em fundamentos de jogo, como a redução, por exemplo, do número de gols de falta.

Um levantamento do Gato Mestre das dez primeiras rodadas da Série A do Brasileiro, desde 2013, mostra que o número de gols de falta tem caído gradativamente. E as edições de 2026, 2025 e 2024 apresentam o menor número de faltas batidas em direção ao gol.

– O jogador que atuou os 90 minutos, ele demora mais ou menos dois dias para se recuperar – diz Felipe Anderson.

À medida que reencontra ritmo, porém, aproveita as oportunidades. Jogou 22 partidas no ano, a maior parte no decorrer do segundo tempo, e conseguiu na Copa do Brasil, contra o Jacuipense, ser decisivo no time titular: fez gol no 3 a 0 da ida e outro, com mais duas assistências, no 4 a 1 da volta.

Em ambas as ocasiões, atuando com mais liberdade de ir para o meio, menos preso a linha lateral do campo, chamando a atenção e consequentemente agradando a torcida.

– Normal um jogador ter altos e baixos. Agora, falar de talento, não há dúvidas. Ele é bom jogador – defende Abel Ferreira.

E trabalhar o mental significa, enquanto lida com cobranças, sustentar a confiança na mesma medida em que adapta características individuais para se encaixar em um futebol que, ele mesmo descreve, tem mais toques na bola em comparação com o que vivia na Itália.

– Foi uma coisa que tive que melhorar, de dar mais toques, segurar mais a bola, esperar para fazer o movimento – explica.

Às 21h do sábado, contra o Cruzeiro, pelo Brasileiro, pode ter uma nova chance de se mostrar: se coloca na disputa por vaga como substituto de Allan, que cumpre suspensão na 16ª rodada.

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