• Segunda, 18 de Maio de 2026

Casal é condenado por xingar e jogar objetos em recepcionista de hotel

Justiça fixou indenização de R$ 20 mil após confusão por reserva em hotel de Paranaíba

ÂNGELA KEMPFER / CAMPO GRANDE NEWS


Caso ocorreu em Paranaíba, a 407 km de Campo Grande (Foto: Divulgação)

Um recepcionista de hotel foi xingado, teve o telefone arrancado da mão e viu objetos serem arremessados contra ele durante uma confusão com um casal de hóspedes em Paranaíba. O caso terminou na Justiça, com condenação de R$ 20 mil por danos morais ao trabalhador.

O episódio ocorreu na noite de 30 de junho de 2023. Segundo o processo, o funcionário trabalhava na recepção quando atendeu o casal. Ao consultar o sistema, informou que não havia reserva confirmada em nome dos hóspedes e que também não existiam quartos disponíveis.

O recepcionista alegou que tentou prestar atendimento e buscar alternativas, mas os clientes ficaram exaltados. Conforme a ação, o homem arrancou o telefone da mão dele e o arremessou. A mulher, por sua vez, teria jogado objetos que estavam no balcão em direção ao trabalhador.

Na defesa, o casal afirmou que havia confirmado a reserva antes de chegar ao hotel e atribuiu a confusão a uma falha no serviço. Também sustentou que apenas demonstrou insatisfação e negou ter cometido ofensas pessoais ou causado dano moral.

Testemunhas ouvidas no processo confirmaram a confusão na recepção. Um hóspede relatou ter ouvido gritos e visto os réus exaltados, arremessando objetos e ofendendo o funcionário. O gerente do hotel disse que encontrou o recepcionista “acuado e sem condições de continuar trabalhando' depois do episódio.

A juíza Nária Cassiana Silva Barros, da 1ª Vara Cível de Paranaíba, também levou em conta imagens das câmeras de segurança anexadas ao processo. Segundo a sentença, os vídeos mostram o momento em que o telefone é retirado da mão do trabalhador e lançado em sua direção, além da conduta agressiva da outra ré.

Na decisão, a magistrada afirmou que, mesmo que tivesse havido falha na reserva, isso não autorizava agressões ou ofensas contra o funcionário que fazia o atendimento. “A situação narrada ultrapassa o mero dissabor cotidiano, atingindo a honra e a dignidade da parte autora', registrou.

Cada réu foi condenado a pagar R$ 10 mil, totalizando R$ 20 mil de indenização por danos morais, além de custas processuais e honorários advocatícios.

O processo também aponta que, depois do episódio, o recepcionista passou a evitar o trabalho no período noturno e, mais tarde, pediu demissão do emprego que ocupava havia cerca de cinco anos.











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