• Quarta, 20 de Maio de 2026

Após feito inédito, Elinho assume amor pelo Corinthians: "Meu objetivo é gritar "campeão"

Líder em assistências da história do NBB, armador de 36 anos comanda o time corinthiano de basquete em classificação histórica após alcançarem pela primeira vez a semifinal da competição

GLOBOESPORTE.COM / LARI CARVALHO


Elinho em ação pelo Corinthians durante Jogo 1 da semifinal contra o Pinheiros — Foto: Evander Portilho / Corinthians

Elinho é o líder de assistências da história do NBB, com o número total de 3115, além de ser também o líder da atual temporada, com média de 9,1 por jogo, e deter o recorde na temporada com 15 assistências em um único jogo.

Armador é líder de assistências da história do NBB e um dos destaques do Timão na atual temporada.

Padrinho de Elinho, que segundo ele exerceu na prática o papel de pai, é até hoje seu maior fã e colecionador de suas camisas, incluindo uma de cada clube por qual ele já passou.

No jeito de ser, bastante reservado; na voz, o sotaque paulista que ressoa é bem característico; na vida pessoal, pai de uma bebê de dois meses de vida; nas quadras, o líder - não só da equipe, mas em assistências também. Há três anos no basquete do Corinthians, Elinho, de 36 anos, é a personificação de um projeto que vem dando certo. Pela primeira vez na história, o Timão chegou às semifinais do NBB.

— Meu, eu vim pro Corinthians pra tentar colocá-lo nesse patamar de time grande, estar entre os primeiros (no basquete) — revela o armador que, como corinthiano assumido não esconde a felicidade em vestir a camisa alvinegra.

Elinho é o líder de assistências da história do NBB, com o número total de 3115, além de ser também o líder da atual temporada, com média de 9,1 por jogo, e deter o recorde na temporada com 15 assistências em um único jogo. Capitão da equipe e referência dentro de quadra, ele é o principal nome desta que é a melhor campanha da história do Corinthians no NBB. No entanto, apesar dos números positivos, o paulista ainda não se considera um ídolo:

— A gente sabe a história do Corinthians, só os muito grandes mesmo (são ídolos). Wlamir, Oscar, todos que passaram lá. Então acho que para você se tornar um ídolo assim vale muito o título. Com certeza sou uma imagem muito forte desses últimos três anos do time. Sou o líder ali. Vim para o Corinthians para ter essa responsabilidade também. Mas ídolo, acho que ainda ainda não. Para ser considerado ídolo você precisa ganhar algum título.

As raízes 🌱

Incentivado pelo padrinho, Elinho, natural de São Bernardo do Campo, iniciou no basquete ainda aos 5 anos de idade. O padrinho, que segundo ele exerceu na prática o papel de pai, é até hoje seu maior fã e colecionador de suas camisas, incluindo uma de cada clube por qual ele já passou: Paulistano, Minas, Mogi das Cruzes, Franca, São Paulo e Corinthians.

— Ele não perde um jogo. Ele assiste a tudo, ele manda mensagem. Ele foi meu pai praticamente desde os 2 anos. Ele assumiu esse papel e ele que me levou para o basquete. Ele que me apresentou, me deu a primeira camiseta, a primeira bola. Aí eu era muito novo, ele me levava para treinar com ele. Ele é corinthiano roxo e desde moleque ele já me pegou para levar em jogo, levar em estádio. Então ele me apresentou tanto o Corinthians quanto o basquete, então ele é muito importante na minha caminhada.

O padrinho também foi o responsável pelo amor de Elinho ao Timão. Segundo o armador de 36 anos, foi através do padrinho, "corinthiano roxo", que ele teve os primeiros contatos com o clube e frequentou jogos.

Fora da paixão clubista, o "dindo" de Elinho foi quem o apresentou aos seus principais ídolos no esporte: Magic Johnson, Steve Nash e Marcelinho Huertas. Todos que ele costumava assistir quando era mais novo pela televisão. Este, para ele, é o seu top-3 ídolos no basquete.

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Foco do momento 🎯

Dentro de quadra, Elinho tem uma missão importante a cumprir com o Corinthians, caso queira continuar fazendo história. Vencer o Pinheiros no Jogo 2, que acontecerá amanhã (20), dentro de casa, é fundamental para empatar a série da semifinal em 1 a 1 e manter viva a esperança de colecionar feitos inéditos com o Alvinegro.

— Não tem nada decidido ainda. Foi um primeiro jogo onde eles jogaram muito bem, eles executaram muito bem, a gente muito mal. Nem puxei tanto o pé da galera por que acho que é um momento que a gente precisa estar mais concentrado, já tem jogo amanhã, então não tem muito porque a gente lamentar — comentou sobre o Jogo 1, cuja vitória ficou com o Pinheiros por 95 a 65.

Independente do resultado, e de como ele se reconheça, o fato é que Elinho já deixou sua marca na história do basquete corinthiano, principalmente no que diz respeito a este novo projeto, iniciado em 2018, quando o clube reativou o departamento. Levado pelo canto da torcida, ele espera continuar colecionando momentos ao lado de seu time do coração. Quando perguntado sobre seu contrato, que termina ao fim desta temporada, ele não titubeou:

— Meu objetivo é gritar "campeão" com o Corinthians. Seria uma experiência maravilhosa para mim, ainda mais nessa fase da carreira. Mas é isso, a gente precisa ver o que vai dar aí no projeto, o time ano que vem, como é que vai ser. Acho que chegando nessa semifinal aí tudo ajuda, mas a gente precisa ver.



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