Coronel Sapucaia
Com ajuda de maçons e doações, Santa Casa entrega enfermarias reformadas
Setor de cuidados intermediários ganhou climatização; investimento passou de R$ 190 mil
GABI CENCIARELLI E CASSIA MODENA / CAMPO GRANDE NEWS
Com enfermarias que chegavam a ultrapassar os 34°C, a Santa Casa de Campo Grande entregou nesta terça-feira (20) sete salas reformadas do primeiro andar da Ala B, setor destinado a pacientes de cuidados intermediários. Ao todo, o espaço possui 13 enfermarias, mas sete foram revitalizadas nesta etapa.
As salas reformadas receberam investimento de aproximadamente R$ 196 mil. Os recursos vieram de doações e arrecadações internas de serviços privados administrados pela Associação Beneficente da Santa Casa, responsável pela gestão do hospital.
Entre os principais doadores estão lojas maçônicas de Campo Grande e do interior do Estado, além das chamadas “madrinhas' da Santa Casa, grupo de mulheres que promove ações voluntárias, como bazares e campanhas beneficentes, para arrecadar recursos à instituição.
A principal demanda do setor era a climatização. Segundo um dos doadores, o Gustavo Medina, antes da instalação dos aparelhos de ar-condicionado, a temperatura nas enfermarias ultrapassava os 34°C. Após a reforma, caiu para 19°C.
Presidente da Associação Beneficente da Santa Casa, Alir Terra explicou que parte dos recursos usados nas melhorias vem do atendimento privado realizado no Prontomed, do plano Santa Casa Saúde e de outros convênios, como Unimed e Cassems, além da arrecadação do estacionamento da unidade.
“No caso dos aparelhos de ar-condicionado foi a maçonaria. No caso das enfermarias, grande parte foi referente à arrecadação do nosso estacionamento. E a outra parte são recursos do atendimento privado para usuários da Unimed, Cassems, Santa Casa Saúde e outros. Todos aportam dinheiro para os cuidados aqui na Santa Casa. Tira o recurso que é para manter o privado, o resto é para fazer investimento', afirmou.
Segundo ela, o objetivo da arrecadação privada é justamente financiar melhorias estruturais dentro do hospital. No entanto, parte dos recursos também precisa ser destinada à assistência direta aos pacientes por conta do desequilíbrio financeiro enfrentado pela instituição.
“Com o desequilíbrio econômico-financeiro do contrato, os recursos do privado, ao invés de ficarem direcionados exclusivamente para a revitalização, que seria o correto, é direcionado também para a assistência direta ao paciente, para não faltar medicamento', disse.
Diretor administrativo da Santa Casa, Alessandro Junqueira afirmou que o prédio possui cerca de 50 anos e já recebeu algumas intervenções ao longo do tempo, mas ainda necessita de reformas mais amplas.
“Esse setor já teve reforma, mas não acontece melhoramento constante porque nós temos um contrato há mais de 20 meses sem reajustes, então a gente depende infelizmente de ações da população para ajudar no que é nosso', declarou.
Segundo ele, a outra metade do primeiro andar da Ala B segue bastante desgastada, principalmente os banheiros, e ainda necessita de climatização.
A mobilização das lojas maçônicas começou após o pai do maçom Gustavo Medina ficar internado na Santa Casa no ano passado. Segundo ele, a experiência mostrou a necessidade de melhorias no ambiente.
“A partir do momento que meu pai ficou internado na Ala C, eu vi a necessidade de ajudar', afirmou.
Além das doações, parte da obra foi executada por funcionários da própria Santa Casa, o que ajudou a reduzir custos da reforma. Segundo Lucas Silva, responsável pelo setor de marcenaria e serviços gerais, os trabalhos começaram em novembro do ano passado, com produção de portas, prateleiras, móveis e execução da parte hidrossanitária dos banheiros.
Os serviços precisaram ser interrompidos algumas vezes para atender demandas de outros setores do hospital, mas foram concluídos recentemente. Ao todo, cerca de 50 funcionários da marcenaria participaram da reforma.
No ano passado, a Santa Casa já havia entregue metade da reforma do pronto-socorro. Agora, avança na revitalização do primeiro andar da Ala B, enquanto ainda busca recursos para concluir o restante das enfermarias do setor.
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