Coronel Sapucaia
Grupo faz travessia de highline a 100 metros de altura no Morro do Paxixi
Desafio nas alturas reuniu atletas de vários estados e chamou atenção pela paisagem e pela ousadia
THAILLA TORRES / CAMPO GRANDE NEWS
A estrutura montada pelo grupo SlackLine MT, que veio de Mato Grosso, tinha cerca de 74 metros de comprimento e foi instalada entre dois mirantes do Morro do Paxixi. Segundo os organizadores, esta foi a primeira vez que uma atividade desse tipo aconteceu na região.
As imagens registradas pela fotógrafa esportiva Giovanna Vilhalva mostram atletas caminhando sobre a fita suspensa em meio à paisagem natural de Aquidauana. “Vim com a missão de fotografar esse desafio de dar frio na barriga', contou a fotógrafa.
O highline é uma modalidade derivada do slackline, mas praticada em alturas elevadas, normalmente entre montanhas, prédios ou cânions. Além do equilíbrio, a atividade exige concentração, preparo físico e equipamentos de segurança específicos.
Para muitos atletas, o desafio vai além da adrenalina. O estudante Juan Pablo Alves Malverdi Lima, de 23 anos, saiu do Espírito Santo para participar da travessia em Aquidauana e descreveu a experiência como algo difícil de colocar em palavras.
“Foi uma sensação inexplicável poder praticar o primeiro highline do Morro do Paxixi. Ontem eu cheguei a chorar por não conseguir explicar o mix de sentimentos e sensações que estavam passando pelo meu corpo. Isso tudo só reforçou o quanto a aventura me preenche e me dá sede e vontade de viver. Não consigo imaginar minha vida sem as práticas e principalmente sem o highline', contou.
A ação faz parte do CBAA (Congresso Brasileiro de Atividades de Aventura) e do CIAA (Congresso Internacional de Atividades de Aventura), promovidos pelo Instituto Federal de Mato Grosso do Sul por meio do projeto Catalogando Aventuras.
O evento acontece desde o dia 20 de maio e segue até o dia 24 com pesquisadores, atletas, profissionais do turismo e praticantes de esportes de aventura. A programação inclui oficinas, palestras, mesas-redondas e atividades práticas como rapel, escalada, rafting, boia cross e stand up paddle em cenários naturais da região.
Segundo a organização, o congresso recebeu 143 trabalhos científicos de pesquisadores do Brasil e de outros países da América do Sul, com temas ligados a esportes de aventura, turismo de natureza, sustentabilidade e segurança em ambientes naturais.
A edição 2026 foi viabilizada com recursos próprios do Campus Aquidauana, do CNPq (Conselho Nacional de Pesquisa Científica) e, principalmente, por meio de investimento da reitoria do IFMS.
Acompanhe o Lado B no Instagram @ladobcgoficial, Facebook e X. Tem pauta para sugerir? Mande nas redes sociais ou no Direto das Ruas através do WhatsApp (67) 99669-9563 (chame aqui).
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para entrar na lista VIP do Campo Grande News.
