Coronel Sapucaia
Anvisa avaliará mensalmente liberação de lotes antigos da Ypê
Agência aguarda novos laudos para decidir sobre itens fabricados em Amparo antes de abril
GUSTAVO BONOTTO / CAMPO GRANDE NEWS
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informou nesta segunda-feira (1º) que fará uma análise mês a mês dos produtos da Ypê fabricados antes de abril de 2026 para decidir sobre a liberação de detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes que seguem suspensos. A medida vale para itens produzidos em Amparo (SP) com lotes terminados em número 1.
A decisão ocorre poucos dias depois de a agência autorizar a retomada da produção na unidade paulista e liberar a comercialização dos produtos fabricados a partir de 1º de abril deste ano.
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Segundo o diretor da área de fiscalização da Anvisa, Daniel Meirelles, a agência aguarda novos laudos laboratoriais para avaliar os lotes produzidos antes desse período. A intenção é divulgar as liberações gradualmente, conforme a análise dos resultados.
A Ypê informou que apresentará exames realizados por laboratórios credenciados na Reblas (Rede Brasileira de Laboratórios Analíticos em Saúde). De acordo com o diretor-executivo de Operações da empresa, Eduardo Beira, a expectativa é obter autorização para o maior número possível de lotes.
Enquanto os resultados não são concluídos, a fabricante orienta os consumidores a manter os produtos fabricados antes de abril guardados. A empresa também disponibiliza opções de troca ou ressarcimento e informou que ampliou o atendimento do SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor).
Outra mudança anunciada pela companhia envolve a identificação dos produtos fabricados em Amparo. Os itens deixarão de utilizar o número 1 como identificação final dos lotes. A partir de agora, cada uma das oito fábricas instaladas no município utilizará uma letra específica.
No dia 7 de maio, a Anvisa determinou o recolhimento de detergentes, desinfetantes e lava-roupas líquidos produzidos na unidade paulista após apontar falhas nos processos de controle de qualidade.
Conforme a agência, inspeção realizada em abril identificou 76 pontos que exigiam correções, dos quais 14 foram classificados como de alto risco. O órgão também encontrou mais de 140 lotes contaminados armazenados na fábrica.
Segundo a Anvisa, os laudos mais recentes não detectaram a bactéria Pseudomonas aeruginosa nos produtos fabricados em abril e maio, fator que permitiu a retomada das atividades da unidade e a liberação desses lotes para comercialização.
A empresa informou que mantém um plano de modernização da fábrica de Amparo (SP), estimado em R$ 130 milhões, e afirma que executou as adequações exigidas pelos órgãos de fiscalização sanitária.




