• Sexta, 05 de Junho de 2026

Condenada por matar o ex-marido com facada no peito é presa ameaçando atual

Brígida Vasque, de 44 anos, estava com mandado de prisão em aberto desde 2022

CLARA FARIAS / CAMPO GRANDE NEWS


Brígida sendo presa em 2019 (Foto: Osvaldo Duarte/Dourados News)

Condenada por matar o ex-marido com uma facada no peito em 2019, Brígida Vasque, de 44 anos, foi presa nesta quinta-feira (4) após ameaçar o atual companheiro, de 62 anos, com uma faca na Aldeia Nuvera, em Dourados, a cerca de 250 quilômetros de Campo Grande. Conforme o registro da ocorrência, ela estava com um mandado de prisão em aberto desde outubro de 2022.

A Polícia Militar foi acionada durante a tarde de ontem pela liderança da comunidade indígena, que relatou que o companheiro de Brígida estava sendo ameaçado pela mulher. Com medo, o homem teria deixado a residência e se escondido na casa do irmão até a chegada da viatura. A vítima apresentou aos policiais a faca que teria sido utilizada nas ameaças.

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Os militares encontraram Brígida em visível estado de embriaguez. Ela negou as acusações, mas, durante consulta ao sistema policial, os agentes constataram a existência de um mandado de prisão em aberto decorrente da condenação por homicídio do ex-marido. Diante da situação, ela foi encaminhada à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) de Dourados.

Condenação - Em novembro de 2019, Brígida matou Roberlei Silva Fernandes com um golpe no peito desferido com uma faca de serra. Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, ela chegou embriagada em casa e, pouco tempo depois, o ex-marido também chegou ao local sob efeito de álcool. Os dois iniciaram uma discussão e, quando Roberlei teria dito que iria embora, Brígida sacou a faca que estava escondida no sutiã e o atingiu.

Na época, porém, Brígida apresentou uma versão diferente aos policiais. Ela afirmou que Roberlei havia tentado estuprá-la e que a faca estava em posse dele. Segundo o relato, durante as ameaças, ela conseguiu tomar a arma e o atingiu no peito.

Em março de 2020, Brígida foi submetida a júri popular e condenada a quatro anos e sete meses de reclusão em regime semiaberto.

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