Coronel Sapucaia
Mato Grosso do Sul registra a 22ª morte por chikungunya em 2026
Vítima tinha 78 anos, diabete e doença respiratória crônica
GUSTAVO BONOTTO E HELIO DE FREITAS, DE DOURADOS / CAMPO GRANDE NEWS
Mato Grosso do Sul confirmou a 22ª morte por chikungunya em 2026. A nova vítima é um idoso de 78 anos, morador de Dourados, município a 251 quilômetros de Campo Grande. A confirmação consta no diário de monitoramento da infecção, divulgado nesta sexta-feira (5) pela Sesau (Secretaria Municipal de Saúde).
Segundo o relatório, o paciente apresentou os primeiros sintomas da doença em 14 de maio e foi internado no dia seguinte no HU (Hospital Universitário). Ele morreu na última quarta (3).
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O idoso morava na área urbana da cidade e tinha doença respiratória crônica e diabetes, condições consideradas fatores de risco para agravamento do quadro clínico.
Com o novo registro, Dourados passa a concentrar 14 das 22 mortes por chikungunya confirmadas neste ano em Mato Grosso do Sul. Apesar da confirmação, o caso ainda não aparece no boletim mais recente da SES (Secretaria Estadual de Saúde), divulgado na segunda (1º), quando o Estado contabilizava 21 óbitos e outros dois casos em investigação.
Dos 14 óbitos registrados em Dourados desde o início da epidemia, dez ocorreram entre indígenas e quatro entre moradores da área urbana. As vítimas incluem idosos entre 69 e 82 anos, além de bebês de um e três meses, uma criança de 12 anos e adultos com idades entre 29 e 55 anos.
A pasta municipal também acompanha outras quatro mortes suspeitas da doença. Três delas envolvem moradores da área urbana: uma mulher de 74 anos com doença renal crônica e hipertensão, um homem de 71 anos com diabetes e um homem de 43 anos sem comorbidades informadas. O quarto caso é de um indígena de 19 anos que morreu em 29 de maio.
Na semana passada, Itaporã confirmou a primeira morte por chikungunya registrada no município neste ano. A vítima foi um homem de 50 anos que apresentou coinfecção por influenza e chikungunya. Ele também tinha doença cardiovascular crônica, imunodeficiência e histórico de tabagismo.
Conforme o último boletim epidemiológico da SES (Secretaria Estadual de Saúde), Mato Grosso do Sul acumula 12.811 casos prováveis de chikungunya em 2026. Desse total, 6.360 foram confirmados no Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação).
Dourados lidera o número absoluto de casos confirmados no Estado, com 3.112 registros. Em seguida aparecem Fátima do Sul, com 588 casos, Jardim, com 345, Sete Quedas, com 278, e Corumbá, com 222 confirmações.
No ranking proporcional, Douradina apresenta a maior incidência da doença, com 4.464 casos prováveis para cada 100 mil habitantes. Paraíso das Águas, Fátima do Sul, Batayporã, Sete Quedas e Dourados aparecem na sequência.
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