• Terça, 09 de Junho de 2026

Jovem confessou execução em Maracaju e entregou comparsa morto pela PM

Matheus Espíndola de Araújo, de 22 anos, morreu após apontar arma para policiais, segundo o Batalhão de Choque

BRUNA MARQUES / CAMPO GRANDE NEWS


Equipe do Batalhão de Choque em frente a casa onde suspeito de homicídio foi morto (Foto: Divulgação / PMMS)

A investigação sobre a execução de Thalis Eduardo Assis de Souza, de 26 anos, morto a tiros em Maracaju, a 159 quilômetros de Campo Grande, teve novo desdobramento na noite desta segunda-feira (8). Segundo o Batalhão de Choque da Polícia Militar, Wesley Menezes Custódio, de 18 anos, um dos suspeitos presos, confessou participação no homicídio e indicou o paradeiro do comparsa, Matheus Espíndola de Araújo, de 22 anos, que acabou morto em confronto com a equipe em Sidrolândia.

De acordo com o Choque, as diligências apontaram que os autores do crime estariam escondidos em Sidrolândia. Durante as buscas, os policiais abordaram Wesley. Conforme a corporação, ele confessou envolvimento no assassinato investigado e informou onde estaria Matheus, apontado como o segundo envolvido.

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Com a informação, as equipes foram até um imóvel na Rua Antônio Corrêa Hortêncio, no Residencial Cascatinha II. Ainda segundo o Choque, os policiais entraram na residência após autorização da moradora. No local, Matheus teria percebido a chegada das equipes e fugido para o interior da casa, desobedecendo às ordens de abordagem.

A versão da corporação é de que Matheus saiu de um dos cômodos com uma arma. Os policiais mandaram que ele largasse o objeto, mas ele teria apontado a arma na direção da equipe, momento em que os militares atiraram.

Matheus foi atingido, mas ainda apresentava sinais vitais. Ele foi socorrido e encaminhado ao hospital local, porém o óbito foi confirmado pela equipe médica.

O local onde os disparos ocorreram foi preservado para os trabalhos periciais. As armas dos policiais e a utilizada por Matheus foram apreendidas, e o caso será apurado tanto pela Polícia Judiciária Militar quanto pela Polícia Civil, responsável pela investigação da morte de Thalis.

As diligências também chegaram a uma mulher de 26 anos, localizada em Maracaju. Conforme o Choque, durante buscas autorizadas no imóvel onde ela estava, foram encontradas munições calibre 9 mm. Ela foi presa e encaminhada à delegacia do município.

Execução - Thalis Eduardo Assis de Souza foi morto com pelo menos 15 tiros na manhã de domingo (7), enquanto tomava tereré com amigos em frente a uma residência no Conjunto Olídia Rocha, em Maracaju.

Imagens de câmeras de segurança mostram dois homens armados se aproximando da vítima e atirando. Ao perceber a ação, Thalis tentou fugir, mas caiu na calçada. Mesmo caído, continuou sendo atingido. Antes de fugir, um dos autores ainda se aproximou e fez novos disparos contra a cabeça da vítima.

Testemunhas relataram à polícia que os atiradores chegaram a pé e deixaram o local correndo. Desde o dia do crime, equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil faziam buscas na cidade para localizar os suspeitos.

Com os novos desdobramentos, a polícia agora apura a participação de Wesley, de Matheus e da mulher presa com munições no crime. Também devem ser esclarecidas as circunstâncias do confronto em Sidrolândia e se as armas ou munições apreendidas têm relação direta com a execução.

Com a morte de Matheus em Sidrolândia, Mato Grosso do Sul chega a 57 casos de mortes decorrentes de intervenção policial em 2026. Levantamento do Campo Grande News aponta que, até a primeira semana de junho, haviam sido contabilizados 51 confrontos com 56 vítimas em diferentes regiões do Estado.

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