Coronel Sapucaia
Ciclista cai ao passar por ciclovia bloqueada por passarela elevada
Márcio José Rodrigues fazia treino preparatório quando sofreu um acidente na noite de quinta-feira
ANA PAULA CHUVA / CAMPO GRANDE NEWS
'Quando avistei o obstáculo, já estava eu de cara no chão. Não teve o que fazer, foi só frear e a bicicleta me jogou por cima'. O relato é do ciclista Márcio, que sofreu um acidente na noite de quinta-feira (11) ao colidir com blocos de meio-fio instalados no meio da ciclovia da Avenida Duque de Caxias, na altura da Rua Elenir Amaral, região do Aeroporto Internacional de Campo Grande. O canteiro de obras não tinha nenhuma sinalização de alerta.
Márcio voltava de um treino em Terenos, a 31 km da Capital, que faz parte da preparação para uma competição de ciclismo marcada para o próximo domingo, em Piraputanga. Ao passar pelo trecho da Avenida Duque de Caxias, logo após o Aeroporto Internacional, e acessar a região da Avenida Prefeito Lúdio Coelho, o ciclista foi surpreendido pela barreira no meio da pista exclusiva para bicicletas.
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'A hora que eu freei, a bicicleta me jogou por cima e eu fui de cara no chão', desabafou Márcio, relembrando o momento do impacto. 'A gente sai para treinar tentando aproveitar o tempo, focado na prova, e se depara com dois meios-fios atravessados no meio da ciclovia. Numa parte escura, não teve o que fazer', afirmou o ciclista.
Mesmo usando lanterna e equipamentos de segurança na bicicleta, a falta de iluminação adequada no ponto da pista e a ausência absoluta de cones, placas ou fitas reflexivas impediram qualquer chance de reação. Com o impacto, Márcio caiu entre os dois blocos de concreto. Ele sofreu escoriações no rosto, ficou com o olho roxo, teve ferimentos no nariz e apresenta forte inchaço nos dois joelhos e no dedão do pé.
O Corpo de Bombeiros foi acionado por testemunhas e encaminhou a vítima para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Leblon. Exames de raio-X não apontaram fraturas, mas Márcio permanece em observação para avaliar possíveis lesões em ligamentos ou tendões dos joelhos. Devido aos ferimentos, ele está impossibilitado de trabalhar.
'Bati o ombro, o nariz, estou com o olho roxo, o dedão do pé e os dois joelhos muito inchados. Fiz raio-X e, graças a Deus, não quebrou nada, mas vou ter que ficar em observação para ver se não afetou nenhum tendão ou ligamento', relatou o ciclista.
Pessoas que passavam pelo local e ajudaram no socorro criticaram a falta de barreiras físicas ou faixas refletivas na via em obras. De acordo com o ciclista, o impacto poderia ter sido mais grave se ele tivesse batido diretamente contra as quinas vivas do meio-fio recém-instalado.
'Geralmente a gente vem na beira da rua, que é mais tranquilo e até mais seguro para andar do que na tal da ciclovia. Aí você tenta usar o espaço que deveria ser o correto e acontece isso por causa de uma obra que os caras não finalizam e não sinalizam',finalizou.
O trecho faz parte das obras de readequação e instalação de travessias elevadas na Avenida Duque de Caxias. A intervenção tem gerado reclamações frequentes de ciclistas pela interrupção repentina de pistas e pela falta de sinalização preventiva durante a execução dos serviços pela empresa responsável.
A reportagem tentou contato com a Prefeitura sobre a obra e aguarda o retorno.
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