• Terça, 30 de Junho de 2026

Sem asfalto, avenida vira lamaçal e moradores cobram solução

Há 12 anos na região, morador diz que problema piorou com aumento do tráfego e falta de infraestrutura

GABI CENCIARELLI / CAMPO GRANDE NEWS


Na noite de segunda, outro carro atolado foi registrado (Foto: Direto das Ruas)



Moradores do Bairro Cristo Redentor afirmam que a situação da Avenida Tereza Garcês Pain piorou nos últimos meses e tem transformado a rotina de quem passa pelo local em um desafio diário. Sem asfalto, a via acumula lama após as chuvas e, segundo relatos, registra atoleiros frequentes.

Há 12 anos morando na região, o analista de tecnologia da informação Rodrigo Valentin Coradini, de 39 anos, conta que o aumento no fluxo de veículos agravou os problemas enfrentados pelos moradores. Segundo ele, além de carros e caminhões, a avenida também recebe o tráfego constante de ônibus do transporte coletivo.

'Vivo na região há 12 anos. Sempre foi assim, mas neste ano piorou muito. O fluxo de veículos leves e pesados aumentou bastante. A linha de ônibus que antigamente passava em um intervalo maior agora passa em um intervalo muito menor', afirma.

O morador relata que a comunidade tem solicitado serviços de manutenção à Prefeitura, mas diz que as intervenções realizadas não resolveram o problema. A principal reclamação é a falta de cascalhamento após o patrolamento da via.

'Estamos constantemente pedindo patrolamento com cascalho. A Prefeitura até fez um patrolamento muito mal feito. Não colocou cascalho. Se não tiver cascalho, não adianta nada', reclama.

Para Rodrigo, a situação reflete uma carência histórica de infraestrutura no bairro. Ele defende que apenas obras de pavimentação, drenagem e implantação da rede de esgoto seriam capazes de solucionar definitivamente os transtornos.

'Uma solução definitiva seria asfalto, drenagem e esgoto. Tudo isso é falta de infraestrutura básica', diz.

O morador também acredita que a ausência de investimentos prejudica o crescimento da região e afeta o acesso a serviços públicos. Segundo ele, até mesmo a unidade de saúde que atenderia os moradores precisou ser instalada em outro bairro.

A reportagem encaminhou os questionamentos à Prefeitura de Campo Grande e aguarda posicionamento sobre a situação da avenida e eventual previsão de obras no local.

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