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"Há dois anos, não tínhamos nem o suficiente para comer": a história do goleiro herói do Paraguai na Copa
Herói na classificação sobre a Alemanha, Orlando Gill deixou dificuldades financeiras para trás, desbancou Gatito Fernández e hoje lidera ranking da Fifa no Mundial
GLOBOESPORTE.COM / REDAçãO DO GE
Destaque na Copa do Mundo, Orlando Gill superou dificuldades financeiras e hoje lidera o ranking da Fifa como goleiro titular do Paraguai.
Antes de se destacar na Copa e liderar o ranking da Fifa, Orlando Gill enfrentou graves dificuldades financeiras em 2022, chegando a vender uma camisa de sua carreira por 35 dólares para sustentar a família.
Após superar a reserva na Argentina e a concorrência de Gatito Fernández, o goleiro de 1,98m virou herói ao defender dois pênaltis contra a Alemanha.
Orlando Gill chegou à Copa do Mundo como um goleiro pouco conhecido fora da América do Sul. Duas semanas depois, o paraguaio de 26 anos lidera o ranking da Fifa para a posição dele, foi decisivo na classificação histórica sobre a Alemanha e se transformou em uma das principais esperanças para o duelo deste sábado contra a França, na Filadélfia, pelas oitavas de final do torneio.
O protagonismo atual de Gill contrasta com a realidade vivida recentemente pelo jogador, que há apenas dois anos enfrentava dificuldades financeiras a ponto de não ter dinheiro suficiente para sustentar a família.
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Segundo Melissa Ávalos, esposa do jogador, a família passou por momentos delicados antes da ascensão na carreira.
"Há dois anos, não tínhamos nem o suficiente para comer e, hoje, graças a Deus, temos o suficiente para compartilhar", afirmou à Rádio 780 AM.
Durante a Copa do Mundo de 2022, quando defendia o Sportivo San Lorenzo, Gill lidava com problemas econômicos e também com o nascimento prematuro do filho, Lautaro.
Para conseguir dinheiro, chegou a vender lembranças da própria carreira, entre elas uma camisa utilizada no Sul-Americano Sub-20 de 2019, por 35 dólares .
Após a atuação decisiva contra a Alemanha, o comprador da peça manifestou o desejo de devolvê-la ao goleiro.
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A trajetória até a elite também teve obstáculos esportivos. Contratado pelo San Lorenzo, da Argentina, em 2024, ele passou um ano sem atuar por causa da limitação de vagas para estrangeiros no elenco, permanecendo na equipe de reservas.
A oportunidade só apareceu em 2025, quando foi promovido ao time principal por Miguel Ángel Russo. Mesmo em meio a uma crise institucional e atrasos salariais no clube argentino, conseguiu se firmar e terminou sem sofrer gols em 29 dos 59 jogos que disputou.
O crescimento acelerado levou Gill à seleção paraguaia. Aos 26 anos, ele superou a concorrência de Roberto "Gatito" Fernández e assumiu a titularidade da Albirroja às vésperas da Copa do Mundo. Na estreia, sofreu quatro gols na derrota para os Estados Unidos, mas foi mantido por Gustavo Alfaro e respondeu com atuações seguras contra Turquia, Austrália e Alemanha.
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No mata-mata, ganhou projeção internacional ao defender dois pênaltis e comandar a eliminação alemã. A atuação lhe rendeu o prêmio de melhor jogador da partida. Com 24 defesas no Mundial, ele passou a liderar o ranking de goleiros da Fifa, além de registrar números que o colocam entre os destaques da competição.
Natural de San Lorenzo, no Paraguai, Gill chegou a receber convites para jogar basquete por causa da altura de 1,98m, mas insistiu no futebol.
Hoje, depois de sair do futebol amador, passar pela segunda divisão paraguaia e enfrentar dificuldades dentro e fora de campo, ele chega às oitavas de final da Copa como um dos principais nomes da seleção paraguaia para o duelo contra a poderosa França, neste sábado, às 18h (de Brasília).
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