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Anvisa muda fórmula de vacinas contra Covid para acompanhar novas variantes
Regra permite uso de estoques antigos por até nove meses após aprovação da versão atualizada
ÂNGELA KEMPFER / CAMPO GRANDE NEWS
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) atualizou as regras para a composição das vacinas contra a covid-19 utilizadas no Brasil. A mudança busca adequar os imunizantes às variantes do coronavírus que estão em circulação e estabelece critérios para que fabricantes apresentem novas fórmulas.
A norma foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (9) e substitui uma regra anterior, divulgada em março. Pela decisão, as vacinas devem ser monovalentes, ou seja, desenvolvidas para provocar resposta imunológica contra uma única linhagem do vírus.
Entre as composições previstas estão aquelas baseadas na cepa LP.8.1 e em variantes derivadas da linhagem JN.1, como XFG e NB.1.8.1.
Os fabricantes também poderão propor fórmulas diferentes das indicadas pela agência. Nesse caso, terão de apresentar provas de que o imunizante é capaz de gerar resposta contra as variantes em circulação ou estimular a produção de anticorpos neutralizantes com atuação mais ampla.
A Anvisa também definiu um período de transição para evitar o descarte imediato de vacinas produzidas com fórmulas anteriores. As doses já fabricadas ou distribuídas poderão continuar sendo utilizadas por até nove meses após a aprovação da nova versão do mesmo imunizante.
Esse prazo, porém, não é automático em todas as situações. A agência poderá reduzi-lo ou suspender o uso das doses anteriores caso identifique alguma razão sanitária para isso.
Quando uma empresa quiser atualizar uma vacina por uma fórmula que não esteja prevista nas regras atuais, será necessário apresentar um pedido específico. A documentação deverá incluir dados sobre fabricação, qualidade, segurança e eficácia, seguindo também parâmetros da OMS (Organização Mundial da Saúde).
A atualização periódica ocorre porque o Sars-CoV-2 continua sofrendo mutações e dando origem a novas variantes. A lógica é parecida com a adotada nas vacinas contra a gripe, que também têm sua composição revista para acompanhar os vírus mais presentes em cada período.
Na prática, a mudança pretende aproximar a fórmula das vacinas das variantes que estão circulando. As doses aplicadas anteriormente não perdem a validade por causa da atualização e continuam tendo papel na prevenção de casos graves e mortes.
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