Coronel Sapucaia
Após Corumbella, nova onça aparece perto de casas em Corumbá
Órgãos ambientais e instituto estão monitorando o comportamento e não cogitam captura por enquanto
CASSIA MODENA / CAMPO GRANDE NEWS
Cerca de dois meses após a onça-pintada batizada de Corumbella ser capturada na área conhecida como Canal do Tamengo, em Corumbá, outro felino deu um 'passeio' por lá. Ele foi flagrado por câmeras de segurança de uma das casas da região nesta semana.
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A diretora-presidente da Fundação Municipal de Meio Ambiente de Corumbá, Cristina Fleming, explica que essa outra aparição era cogitada, já que a espécie é territorialista.
'Outro indivíduo fazer a aproximação no mesmo local era algo esperado. Quando você retira um animal de uma área de vida, normalmente outro assume', afirma.
Cristina descreve que a área é rural, mas próxima à cidade. Existem pelo menos duas famílias vivendo no entorno de onde as duas onças já caminharam.
Tranquilo, por enquanto - Com relação à Corumbella, houve relato de desaparecimento de animais domésticos antes de sua captura. Isso reforça a tese de que o animal migrou da mata para a área em busca de comida.
No caso da nova onça, nenhum incidente ou ataque foi registrado até o momento, segundo confirmou hoje (25) o capitão da PMA (Polícia Militar Ambiental) no município, Jorge Manuel Martins.
Uma equipe esteve no local após ser chamada por moradores. Com a ajuda do IHP (Instituto Homem Pantaneiro), câmeras trap para monitoramento da vida selvagem foram instaladas. 'Assim que fomos acionados, nos deslocamos para colher informações. As imagens vão nos ajudar a identificar o animal e entender seu comportamento', diz o capitão.
Os moradores estão cientes do que fazer e não fazer agora que mais um felino apareceu. As duas orientações principais da PMA são manter os animais domésticos dentro de casa durante a noite e no início da manhã, além de evitar deixar lixo e restos de comida do lado de fora das residências. O descarte de alimentos é considerado ceva indireta, inclusive, alerta o capitão Jorge Manuel Martins.
Nova captura? - O que já se sabe sobre a onça-pintada é que ela é jovem. As imagens feitas não mostram se o animal é fêmea ou macho, nem se tem companhia na região.
Corumbella foi monitorada por cerca de um ano antes da captura ser necessária. Ela precisou ser translocada, ou seja, solta em outro lugar adequado, onde pudesse conseguir alimento e conviver com outros animais. A escolha foi uma área remota na Serra do Amolar, no Pantanal. A onça segue acompanhada por um colar GPS.
Cristina fala que ainda não é possível dizer se haverá necessidade de capturar a outra onça ou não. Depende de como ela reagir às técnicas de afugentamento e se comportar nos próximos meses.
Para afugentá-las, especialistas usam refletores luminosos, por exemplo. 'No caso da Corumbella, fizemos todos os procedimentos e ela não recuou, por isso tomamos a decisão pela translocação', detalha.
Motivos - A diretora-presidente da Fundação de Meio Ambiente lembra que a presença de onças na região se deve à mudança de ciclo no Pantanal e às queimadas.
'Estamos num período em que os animais procuram refúgio devido à chegada da seca. Os incêndios florestais também impactam', finaliza.
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