• Sexta, 07 de Agosto de 2026

Alerta Amber é acionado para localizar Ayla, bebê desaparecida em Campo Grande

Recém-nascida de 28 dias não é vista desde quinta-feira

KAMILA ALCâNTARA / CAMPO GRANDE NEWS


Alerta está sendo divulgado pelo Ministério da Justiça e tem alcance nacional (Foto: Clara Farias)

O Alerta Amber Brasil foi acionado nesta sexta-feira (7) para ajudar a localizar Ayla Emanuelly Pereira de Souza, recém-nascida de 28 dias desaparecida em Campo Grande. O aviso foi emitido pelo sistema ligado ao MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública) para ampliar a divulgação do caso e auxiliar nas buscas pela criança.

Conforme o alerta, Ayla foi vista pela última vez por volta do meio-dia de quinta-feira (6), na Rua Francisco Aguiar Pimenta, em Campo Grande. A descrição divulgada informa que a bebê tem cabelos castanho-escuros e curtos.

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Quem tiver qualquer informação sobre o paradeiro de Ayla deve avisar imediatamente a polícia pelo telefone 190. O alerta também disponibiliza o número (67) 3323-2508, da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.

O que é - O sistema surgiu nos Estados Unidos em 1996 e recebeu o nome de Amber Hagerman, menina de 9 anos sequestrada enquanto andava de bicicleta em Arlington, no Texas. Ela foi encontrada morta dias depois. O caso levou emissoras de Dallas-Fort Worth e autoridades locais a criarem um mecanismo de divulgação imediata para ajudar na localização de crianças sequestradas. A palavra Amber também virou a sigla em inglês para 'America's Missing: Broadcast Emergency Response', serviço de transmissão de emergência para localização de crianças desaparecidas.

O Brasil aderiu ao programa em agosto de 2023 e se tornou o 33º país a utilizar a ferramenta. Aqui, o alerta é destinado a desaparecimentos recentes e involuntários de crianças e adolescentes quando há indícios de risco de morte ou lesão grave. O MJSP encaminha o aviso para divulgação, que pode aparecer no Facebook e Instagram para usuários em um raio de até 160 quilômetros do último local onde a criança foi vista. O cartaz permanece ativo por até 24 horas e pode ser retirado antes caso a pessoa seja localizada.

Versões investigadas - O desaparecimento foi comunicado inicialmente como sequestro, mas diferentes versões sobre o que teria ocorrido passaram a ser confrontadas durante a investigação.

Informações obtidas pelo Campo Grande News apontaram que duas adolescentes ouvidas pela Polícia Civil teriam mudado os relatos apresentados inicialmente e admitido que não teria ocorrido um sequestro.

A família, porém, contesta essa interpretação. Nesta sexta-feira, uma cunhada do pai de Ayla afirmou que a mãe da recém-nascida teria sido atraída durante meses por uma mulher com quem mantinha contato pela internet.

Segundo a familiar, a mulher demonstrava interesse pela gravidez e pela bebê e chegou a oferecer um ensaio fotográfico para a criança. Posteriormente, teria chamado a adolescente para fazer uma diária de R$ 100 cuidando de outra criança.

A mãe foi ao endereço acompanhada da irmã, também adolescente, e levou Ayla. A versão sustentada pela família é de que as duas jovens foram incapacitadas dentro do imóvel, tiveram os rostos cobertos e posteriormente foram abandonadas na rua sem a recém-nascida.

A familiar também contestou a informação de que Ayla teria sido entregue para quitar uma dívida do pai com uma facção criminosa. O pai compareceu à DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) nesta sexta-feira para prestar esclarecimentos e negou envolvimento com organização criminosa.

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