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MS vende US$ 7,21 bilhões ao exterior e amplia superávit em 17,8%
Soja, celulose e carne bovina concentraram 77,35% das vendas externas do Estado entre janeiro e julho
JHEFFERSON GAMARRA / CAMPO GRANDE NEWS
Mato Grosso do Sul exportou US$ 7,21 bilhões entre janeiro e julho de 2026, crescimento de 12,76% em relação aos US$ 6,39 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. O volume de produtos enviados ao exterior também aumentou, passando para 18,93 milhões de toneladas, alta de 11,75% na comparação anual.
Os dados constam na Carta de Conjuntura do Comércio Exterior, elaborada pela Assessoria Especial de Economia e Estatística da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) com base nas informações do Comex Stat.
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O desempenho das exportações ocorreu em um cenário de redução das importações. Nos sete primeiros meses de 2026, o Estado comprou US$ 1,44 bilhão do exterior, ante US$ 1,49 bilhão no mesmo período de 2025. Com isso, a diferença entre as vendas e as compras externas resultou em saldo comercial de US$ 5,77 bilhões, valor 17,78% superior ao registrado um ano antes.
Entre os produtos vendidos pelo Estado, a soja liderou com US$ 2,43 bilhões, equivalente a 33,64% de todas as exportações sul-mato-grossenses no período. Na sequência aparece a celulose, com US$ 1,83 bilhão, participação de 25,30%, e a carne bovina, responsável por US$ 1,33 bilhão, ou 18,41% do total.
Somados, os três principais produtos responderam por 77,35% das exportações de Mato Grosso do Sul nos primeiros sete meses do ano. Na comparação com 2025, as vendas externas de soja cresceram 30,83%, enquanto as de carne bovina tiveram avanço ainda maior, de 43,57%.
A concentração também aparece na relação de destinos. A China foi responsável por 49,16% das exportações de Mato Grosso do Sul entre janeiro e julho. Os Estados Unidos aparecem em segundo lugar, com 6,29%, seguidos pelos Países Baixos, que receberam 4,11% das vendas externas do Estado.
Na saída dos produtos, os portos de Paranaguá e Santos concentraram a maior parte do valor exportado. O Porto de Paranaguá respondeu por 38,44% das operações, enquanto o Porto de Santos concentrou 36,77%.
Entre os municípios, Três Lagoas teve a maior participação no valor das exportações, com 17,26%. Dourados apareceu em seguida, com 10,94%, e Ribas do Rio Pardo registrou 10,82%.
A análise por atividade econômica mostra que a agropecuária foi um dos principais motores do crescimento das exportações no período. O setor registrou aumento de 29% no valor exportado e de 19,15% no volume de produtos enviados ao exterior.
Já a indústria de transformação apresentou comportamento diferente. Apesar de o valor exportado pelo setor ter crescido 8,81%, o volume comercializado recuou 2,09% na comparação com os primeiros sete meses de 2025.
Os números mostram que Mato Grosso do Sul ampliou as vendas externas em valor e volume no acumulado de janeiro a julho, ao mesmo tempo em que reduziu as importações. O resultado foi a ampliação do saldo comercial, sustentado principalmente pelo desempenho da soja, da celulose e da carne bovina, que juntas responderam por mais de três quartos de tudo o que o Estado vendeu ao mercado internacional no período.
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