• Sexta, 28 de Agosto de 2026

Doação vinda de aldeia da Capital "socorre" casa para indígenas em tratamento

Instituição recebeu várias sacolas e caixotes com alimentos frescos da horta da comunidade

CASSIA MODENA / CAMPO GRANDE NEWS


Bem verde: horta da aldeia Água Bonita, no Loteamento Santa Mônica, de onde foram retiradas as doações (Foto: André Dioney Fonseca)

Hoje (27) pela manhã, foram colhidos e entregues fresquinhos alimentos cultivados na horta da Aldeia Água Bonita, localizada na periferia de Campo Grande, para 'socorrer' a Casa de Saúde Indígena, num outro canto da cidade.

Alface, couve, salsa, cebolinha, coentro, mandioca, pimentão, tomate-cereja, quiabo, abóbora, abobrinha, moranga e berinjela plantados sem agrotóxicos vão abastecer a cozinha da instituição por um tempo.

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A Casa de Saúde Indígena é coordenada pelo DSEI (Distrito Sanitário Especial Indígena), fica na Avenida Bandeirantes e possui capacidade para hospedar até 80 indígenas que vêm do interior de Mato Grosso do Sul em busca de algum tratamento na Capital. Atualmente, ela enfrenta dificuldade no abastecimento porque a empresa fornecedora de alimentos in natura rompeu o contrato. Enquanto outro fornecedor não se habilita, a aldeia vai produzir e entregar doações de verduras a cada 15 dias.

Essas doações estão previstas no projeto Horta da Aldeia, desenvolvido pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). Gestor dele, o professor André Dioney Fonseca explica que escolas, creches, instituições sociais, lares de idosos e famílias indígenas com diabéticos entre os membros também são atendidos.

'Esse projeto tem um fundo social com recursos de emenda parlamentar, que prevê a destinação de 10% a 15% para doação', justifica.

Mais de R$ 1 milhão - O maior percentual da produção vai para a venda direta. É aí que o projeto funciona para gerar renda não só aos indígenas da Aldeia Bonita, mas para outras aldeias e comunidades vulneráveis acompanhadas pelos professores e técnicos da UFMS em oito municípios de Mato Grosso do Sul.

Inicialmente, o foco era a segurança alimentar, mas os objetivos se expandiram. O comércio movimentou mais de R$ 1 milhão entre 2018 e 2025, como já registrou o Campo Grande News.

'O maior percentual vai para a venda direta. Eles colocam na bicicleta cargueira, levam para mercearias, redes de supermercados, feiras', cita o professor André. As comunidades e aldeias também estão cadastradas no PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) e PAA (Programa de Aquisição de Alimentos).

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