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Análise: inofensivo, Inter desaprende a vencer e desafia a lógica em busca de classificação
Time involui, pouco ataca e sai com empate no Gre-Nal de ida pelas quartas da Copa do Brasil
GLOBOESPORTE.COM / TOMáS HAMMES
A fragilidade do Inter já se conhece. O que mais espanta, porém, é a falta de perspectiva de evolução. O time, simplesmente, não sabe ganhar. Pior. Tem alergia a fazer um gol. Com este cenário, tentará a classificação às semifinais da Copa do Brasil, na Arena, na próxima quinta-feira.
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Ela pode vir nos pênaltis caso empate novamente, sem dúvida. Todavia, a produção no empate em 0 a 0 no Gre-Nal 453 só mostrou um ritual que se repete. Não importa o adversário, pouco será incomodado.
Agosto se aproxima do fim. O Inter transformou os goleiros adversários em espectadores privilegiados. Weverton até defendeu uma bola no clássico, de Vitinho, mas havia impedimento no lance.
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Pezzolano não faz o Inter evoluir
Só que não se enxerga ao menos uma jogada. O Inter pouco ou nada cria. E isso é responsabilidade total de Pezzolano, que assumiu a culpa pela falta de resultados.
O técnico, aliás, sacou do time titular os dois jogadores mais técnicos e com visão de jogo, Bruno Henrique e Alan Patrick. Começou a partida com Paulinho e Calebe, em busca de mais intensidade. Não encontrou. E a criatividade desapareceu.
O volume aumentou com a entrada da dupla no segundo tempo, mas sem criar chances que realmente aproximassem o Inter da vitória.
Pezzolano disse durante a coletiva que Tonny Sanabria, que estreou na segunda etapa, ainda precisa aprimorar a condição física. O que deixa aberta a titularidade na Arena.
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Inimigo dos números
Neste contexto, o Inter mostra que balançar as redes é tarefa hercúlea. Saiu zerado nos dois compromissos mais recentes e fez apenas dois nas últimas cinco partidas. Período em que não venceu.
Como conquistar a vaga com tal deficiência? Será preciso melhorar a produção e pontaria. A outra opção é resistir à pressão do Grêmio e levar a decisão para os pênaltis, na esperança de que Matheus Cunha brilhe mais do que Weverton.
Aliás, o Inter só ganhou um dos últimos 11 jogos. Perdeu cinco e empatou outros cinco. Ainda assim, Pezzolano não corre risco, segundo o presidente Alessandro Barcellos . Convicção que será colocada à prova em caso de derrota para o Bahia e eliminação para o rival.
Nada é tão ruim que não piore
Além dos incontáveis problemas em campo, o Inter derrete fora dele. Com uma dívida impagável, um transfer ban a derrubar, o clube ainda convive com débitos junto ao grupo.
Os atrasos de dois meses no direito de imagem resultaram em uma reunião do grupo com a direção e comissão técnica às vésperas do clássico. Sem a resolução da dívida, os jogadores não concentraram. Só compareceram no fim da manhã desta quinta-feira.
A decisão de última hora pegou a polícia, que aguardava em frente ao hotel, de surpresa. Só depois o batalhão foi informado e deixou o local.
Como acreditar?
Para contrariar a lógica, o Inter terá uma semana para encontrar soluções. De trabalho, de jogadas e até mesmo para tentar amenizar a barreira financeira, justamente o problema mais delicado e cuja solução parece mais distante.
Diante do que apresentou nas últimas semanas, o principal argumento do Inter para acreditar na classificação não está no próprio futebol. A esperança recai na possibilidade de o Grêmio cometer os erros que os colorados já não conseguem explorar por méritos próprios.
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