• Sábado, 05 de Setembro de 2026

Imasul discute licença para desmatamento de 5.934 hectares em fazenda

A supressão vegetal, em áreas não contínuas, será escalonada ao longo de quatro anos

ALINE DOS SANTOS / CAMPO GRANDE NEWS


Mapa mostra a localização da Fazenda Campanário, entre Bodoquena e Miranda. (Foto: Reprodução)

O licenciamento para a supressão de 5.934,66 hectares na Fazenda Campanário, localizada nos municípios de Bodoquena e Miranda, será discutido em audiência pública do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) no próximo dia 24.

O debate será realizado na Câmara Municipal de Bodoquena, a partir das 19h, com transmissão pela internet. A audiência pública pretende apresentar o empreendimento a ser implantado e seu respectivo Rima (Relatório de Impacto Ambiental), expor os graus de impactos, as medidas mitigadoras e compensatórias e os programas ambientais.

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A fazenda é da Agro H.B. S/A, que desde 27 de setembro de 1985 atua com atividades agropecuárias.

Conforme o grupo, a expansão permitirá ampliar a capacidade produtiva da propriedade, fortalecendo a cadeia regional da bovinocultura de corte e possibilitando, nas áreas de maior aptidão agrícola, o cultivo de lavouras temporárias, contribuindo para diversificação econômica, aumento da arrecadação municipal e fortalecimento do agronegócio de Mato Grosso do Sul.

O desmatamento, em áreas não contínuas, será escalonado ao longo de quatro anos. A fazenda tem 15.611,48 hectares.

O relatório elenca medidas mitigadoras como proteção da fauna silvestre (ações de afugentamento, resgate e monitoramento dos animais antes e durante a supressão vegetal), conservação do solo e dos recursos hídricos (adoção de práticas de controle da erosão, drenagem adequada e manutenção das Áreas de Preservação Permanente), execução planejada da supressão vegetal, monitoramento ambiental contínuo e educação ambiental e capacitação dos trabalhadores.

 Conforme o projeto, os impactos negativos são:

Supressão da vegetação nativa, ocasionando alteração da cobertura vegetal na área autorizada.

Afugentamento temporário da fauna silvestre durante a execução das atividades de supressão.

Exposição do solo, aumentando temporariamente o risco de processos erosivos e assoreamento, caso não sejam adotadas medidas de controle.

Emissão de poeira, ruídos e gases provenientes da circulação e operação de máquinas e equipamentos.

Fragmentação de habitats naturais, reduzida por meio da manutenção de APPs (Áreas de Preservação Permanente), Reserva Legal e corredores ecológicos previstos no projeto.

Conforme o projeto, os impactos positivos são:

Geração de empregos diretos e indiretos durante as fases de implantação e operação do empreendimento (o estudo não informa quantos)

Fortalecimento da economia local, com aumento da demanda por comércio, serviços e fornecedores do município.

Aumento da arrecadação pública, por meio da geração de tributos e movimentação econômica.

Melhoria da produtividade agropecuária, com ampliação das áreas produtivas e adoção de tecnologias modernas de manejo.

Aproveitamento sustentável dos recursos naturais, incluindo o uso racional do material lenhoso e implantação de novas benfeitorias na propriedade.

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