Coronel Sapucaia
Dólar sobe a R$ 5,16 e corta para 5,84% a desvalorização no ano
Moeda avança com petróleo em alta, cautela externa e queda de 0,85% do Ibovespa
GUSTAVO BONOTTO / CAMPO GRANDE NEWS
O dólar comercial subiu 1,28% e fechou esta quarta-feira (23) cotado a R$ 5,1680, no mercado brasileiro, em um pregão marcado pela forte alta do petróleo e pela expectativa sobre negociações internacionais. A moeda chegou a R$ 5,1757 na máxima do dia e reverteu o recuo registrado na sessão anterior, quando havia terminado a R$ 5,1028.
A valorização desta quarta reduziu de 7,03% para 5,84% a queda acumulada pelo dólar desde o início de 2026. A moeda passou a registrar alta de 0,47% na semana, depois da baixa de 0,80% contabilizada até terça, mas ainda acumula recuo de 0,23% em setembro. A sequência mostra a oscilação do câmbio nos últimos pregões, depois de a cotação se aproximar da faixa de R$ 5,10 no começo da semana.
Outras moedas também ganharam valor diante do real. O euro comercial avançou 0,71% e terminou cotado a R$ 5,883, enquanto a modalidade para turismo subiu 0,67%, para R$ 6,123. O movimento ocorreu em um dia de maior cautela nos mercados internacionais, com investidores atentos ao avanço das cotações de energia e aos efeitos sobre a inflação e os juros nas principais economias.
A bolsa brasileira seguiu caminho contrário ao câmbio e encerrou o pregão em queda de 0,85%, aos 185.824 pontos. O recuo interrompeu parte do ganho acumulado nos últimos dias, mas o Ibovespa ainda registra alta de 0,32% na semana, de 4,74% em setembro e de 15,33% desde janeiro. Na terça-feira, o índice havia fechado aos 187.423 pontos, o que representa perda de cerca de 1,6 mil pontos em uma sessão.
A pressão externa ganhou força com a disparada do petróleo. O Brent, referência internacional, subiu 4,35% e fechou a US$ 103,57 o barril, depois de terminar a sessão anterior abaixo de US$ 100. O WTI (West Texas Intermediate), negociado nos Estados Unidos, avançou 2,30%, para US$ 92,60, em meio às dúvidas sobre o ritmo de uma possível redução das tensões no Oriente Médio.
Investidores acompanharam durante o dia sinais de negociação entre Estados Unidos e Irã. Autoridades dos dois países tiveram uma reunião de aproximadamente três horas, enquanto o governo iraniano indicou a possibilidade de reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias caso os Estados Unidos reduzam a pressão militar e suspendam o bloqueio aos portos do país. As tratativas afetam diretamente as expectativas sobre a oferta de petróleo e ajudam a explicar a volatilidade da commodity nos últimos pregões.
Outro ponto de atenção ficou para a reunião entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), e da China, Xi Jinping. O encontro previsto para quinta-feira (24) deve abordar a relação comercial entre os dois países, inteligência artificial e a possibilidade de prolongar a trégua comercial firmada no ano passado. Representantes dos dois governos já haviam realizado reuniões preparatórias para definir a pauta da cúpula.
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