Coronel Sapucaia
Pescaria rende pintado de 1,52 metro e encontro com onça e cervo no Pantanal
Além do peixe gigante, pescadora registrou animais silvestres durante passeio em Miranda
AMANDA FERREIRA / CAMPO GRANDE NEWS
Pescaria no dia 18 de setembro, que começou sem grandes planos, terminou como uma daquelas histórias difíceis de repetir. Em meio aos rios e matas da região do Touro Morto, em Miranda (MS), no Pantanal sul-mato-grossense, a empresária Flávia Araújo Leme, de Bonito, fisgou um pintado de 1,52 metro, avistou um cervo e ainda conseguiu registrar uma onça-pintada.
Flávia estava acompanhada do marido, Thiago Araújo, e do guia de pesca conhecido como Netão. O grupo saiu para pescar durante uma viagem que inicialmente tinha outro objetivo, mas acabou encontrando no rio o maior peixe já capturado por ela.
“Meu sonho sempre foi pegar um peixe grande, porque meu marido já tinha pescado um menor. Eu falei: ‘vou bater o seu recorde’', conta Flávia. A expectativa aumentou quando o guia afirmou que aquele seria o dia dela. Mesmo desconfiada, ela decidiu confiar na experiência de quem conhecia o local.
Flávia levou entre 30 e 40 minutos para retirar o pintado da água. Ela conta que, no início, pensou ter prendido o anzol em algum obstáculo no rio, mas logo percebeu que era o animal puxando a linha. Com cerca de 50 quilos, ela precisou da ajuda do marido e do guia para trazer o peixe para o barco.
O pintado, uma fêmea já em período próximo à reprodução, foi devolvido ao rio após o registro. “A gente soltou a matriz. Não pode transportar um peixe desse tamanho, seria crime', explica.
Mais surpresas - A pescaria ainda teve outros encontros com a fauna do Pantanal. Durante a viagem, Flávia registrou um cervo e, no dia seguinte, uma onça-pintada próxima ao grupo. “Foi uma sensação incrível de ter visto uma onça e ter pego um peixe enorme. Eu vi um cervo lindo, uma onça e ainda peguei esse peixe. Foi meu fim de semana da sorte', conta.
O encontro com a onça aconteceu pela manhã, enquanto fisgaram o pintado na tarde anterior. Segundo Flávia, a viagem não estava planejada dessa forma. Ela e o marido estavam indo para Bonito por causa do trabalho na agência de turismo que administram quando decidiram aproveitar o tempo livre para pescar.
Para ela, o resultado foi uma combinação de experiência, insistência e conhecimento do guia. “O Netão falou: ‘confia em mim, aqui tem’. Ele insistiu naquele ponto e foi onde saiu o peixe. Eu não conseguiria tirar um peixe daquele tamanho sozinha', afirma. A pescadora conta que outros barcos próximos também acompanharam o momento e ajudaram na comemoração.
Com seis anos de experiência na pesca, Flávia diz que a atividade virou uma forma de descanso e conexão com a natureza. “É o que desestressa a gente', resume.
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