Coronel Sapucaia
Com Gisele no currículo, seleção faz modelos de MS sonharem alto
Dezenas de candidatos participaram da seletiva em Campo Grande em busca de espaço na carreira internacional
CLAYTON NEVES / CAMPO GRANDE NEWS
O sonho de viver da moda levou dezenas de modelos até uma agência de Campo Grande na tarde deste sábado. Alguns estão começando agora, outros já acumulam anos de passarela, concursos e trabalhos, mas todos chegaram ao mesmo lugar com a expectativa de ter a oportunidade para dar um passo a mais na carreira.
A seletiva faz parte de um concurso nacional que há mais de 40 anos busca novos talentos para o mercado da moda, e Gisele Bündchen foi uma das modelos reveladas pela competição. Também passaram pelo concurso nomes como Ana Beatriz Barros e Isabeli Fontana.
Para quem está tentando entrar nesse universo, estar diante de uma seleção que já abriu portas para modelos conhecidas mundialmente dá um significado diferente ao momento. “É um concurso que realmente entrega o que ele propõe', afirma o agente de modelos Luiz Arruda, responsável pela seletiva em Campo Grande.
A participação foi gratuita e os candidatos passam por uma avaliação técnica. Mas, segundo Luiz, não existe uma fórmula baseada apenas em beleza. Altura, idade, proporções e características do rosto entram na avaliação, mas personalidade e preparo também pesam.
“O modelo não é mais uma pessoa vazia, uma pessoa que sustente apenas na beleza ou na aparência', explica.
Quem participou sabia que beleza não garante uma carreira fácil. Para Malu Bartoli, uma das palavras que melhor definem a profissão é persistência. “Modelo tem que ser persistente. Essa é a palavra', diz.
Ela conta que o profissional precisa aprender a lidar com rejeições e continuar estudando. Aulas de passarela, comunicação e idiomas fazem parte da preparação. “Não é ser só um rosto bonito', avalia.
A ideia também é compartilhada por Ted Hespporte, que está no mercado há mais de 10 anos. Para ele, a concorrência é grande e obriga o profissional a buscar evolução constante. “Você tem que ser muito bom no que você faz para conseguir se destacar', conta.
Mesmo com as dificuldades, ele diz que continua apaixonado pela profissão e pelas oportunidades que a moda proporciona.
Campo Grande como ponto de partida - Para Isabela Bluma, o sonho começou ainda na infância. Aos 15 anos, ela iniciou um curso e passou a buscar contatos e oportunidades.
Ela já participou de desfiles, incluindo o MS Fashion Week, mas ainda enxerga São Paulo (SP) como um próximo passo importante. “Eu digo que é um pouco difícil em Campo Grande. É uma área que não é muito assistida, não é muito olhada na área da moda', afirma.
O plano dela é deixar a Capital, chegar a São Paulo e, depois, tentar oportunidades internacionais. Enquanto esse dia não chega, a preparação continua. Academia, alimentação e cuidados com a pele fazem parte da rotina.
Cássio Felipe também sabe que uma oportunidade pode aparecer quando menos se espera. Por isso, tenta manter os cuidados em dia para não ser pego de surpresa por um casting. “Às vezes casting aparece do nada e a gente tem que estar pronto', explica.
Beleza de Mato Grosso do Sul - Para Luiz Arruda, que nasceu em Corumbá e viveu em Ladário, Mato Grosso do Sul tem uma característica que pode ser um diferencial para a moda: a mistura de povos e culturas.
Ele cita a presença indígena, as migrações e a proximidade com Bolívia e Paraguai como elementos que ajudaram a formar uma população com diferentes traços. “É uma mistura que é muito bacana', afirma.
Na visão dele, características que muitas vezes fogem dos padrões tradicionais podem justamente chamar a atenção na moda. “O que é feio, vou usar essa palavra, ou exótico para a sociedade, aquilo que não cabe dentro da escola, aquele que é apontado, em geral, é ali que está o nosso valor', diz.
Entre as candidatas estava Alexia Maciel, que tem um sonho de viver grandes produções de moda. “Um dos meus maiores sonhos nesse campo de modelo definitivamente vai ser desfilar e fazer aqueles photoshoots bem extravagantes que você olha e fala: ‘Nossa’', conta.
Gisele, claro, está entre suas inspirações. Alexia se emociona com a possibilidade de participar de uma seleção que faz parte da mesma história que revelou a modelo brasileira. “Eu estou no mesmo caminho que essa pessoa que todo mundo conhece já passou', afirma.
Já Emily Bruno chegou com uma bagagem diferente. Modelo desde os 12 anos, ela foi Miss Campo Grande, Miss Regional Campo Grande, Mato Grosso do Sul e Regional Brasil. Em 2022, encerrou a carreira nos concursos, mas voltou a participar do The Look of the Year. “É sempre buscando testar nosso limite', finaliza.
Acompanhe o Lado B no Instagram @ladobcgoficial, Facebook e X. Tem pauta para sugerir? Mande nas redes sociais ou no Direto das Ruas através do WhatsApp (67) 99669-9563 (chame aqui).
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para entrar na lista VIP do Campo Grande News.



