Coronel Sapucaia
Homem morre após ser baleado em ação da Força Tática no Tiradentes
Polícia aponta apreensão de revólver e pasta base; familiares contestam versão de confronto
ANAHI ZURUTUZA E PAULO FRANCIS / CAMPO GRANDE NEWS
Bruno Francisco Rodrigues, de 29 anos, morreu após ser baleado durante uma ação da FT (Força Tática) da PM (Polícia Militar) nesta quinta-feira (1º), em uma casa na Travessa dos Enfermeiros, no Bairro Tiradentes, em Campo Grande. Familiares afirmam que ele já estava rendido quando foi atingido. Já o delegado Felipe Rossato, que atendeu a ocorrência, relatou perseguição e confronto com os policiais militares, além da apreensão de uma arma e de uma grande quantidade de droga.
Segundo Rossato, os policiais receberam informação sobre uma pessoa armada e suspeita de envolvimento com o tráfico. Quando abordado, o homem correu armado, passou por telhados e voltou ao imóvel onde morava e ocorreram os disparos.
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Bruno foi retirado da residência por uma viatura e encaminhado ao CRS (Centro Regional de Saúde) do Bairro Tiradentes. Em informe preliminar, a 6ª CIPM (Companhia Independente de Polícia Militar) classificou o episódio como confronto e informou que nenhum policial ficou ferido. Pouco tempo depois, a morte foi confirmada.
O delegado afirmou que foi encontrado um revólver calibre .357 no endereço. Sobre a droga, disse que, a princípio, seria pasta base e que a quantidade indicaria um possível depósito de entorpecentes. O peso e o valor da apreensão ainda não foram informados.
A família de Bruno contesta as circunstâncias da morte. Uma prima afirmou à reportagem que é impossível que ele estivesse em fuga. “Ele mora dentro da casa. Como que o menino vai fugir dentro da casa dele? Ele mora aí. É toda vez a mesma história: fugiu e reagiu', afirmou.
A advogada da família, Lorrayne Silveira Fernandes, disse que foi chamada inicialmente para acompanhar Bruno à delegacia, que fica a poucas quadras do local, mas encontrou outra situação ao chegar à residência. “Na verdade, até me chamaram para atender ele na delegacia. Aí me falaram: ‘A polícia ainda está na casa dele’. Eu falei: ‘Então eu vou para a casa para acompanhar ele da casa até a delegacia’. E aí, quando eu cheguei, eu descobri que já tinha acontecido', relatou.
A perícia examinou a residência. Durante os trabalhos, a advogada e uma irmã de Bruno tentaram entrar, mas foram impedidas.
Mato Grosso do Sul contabilizou 145 mortes em decorrência de abordagens policiais de janeiro até esta quinta-feira (1º), conforme levantamento mantido pelo Campo Grande News.
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