Coronel Sapucaia
Mortes na gestação e após o nascimento crescem mais de 20% em MS
Relatório preliminar da Secretaria apresenta dados parciais e sujeitos a alteração, mas reconhece fragilidade
CASSIA MODENA / CAMPO GRANDE NEWS
Em relatório preliminar com dados da saúde e financeiros apresentado ontem (1º) à Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, a SES (Secretaria Estadual de Saúde) reconhece algumas fragilidades na assistência em Mato Grosso do Sul, sendo uma das principais o crescimento das mortes fetais e de bebês menores de um ano.
O documento analisa o período de maio a agosto deste ano e o compara com os registros dos mesmos meses de 2025. Os números apontam que o percentual de óbitos fetais cresceu 25,3% e o de bebês com menos de um ano subiu 20,6%.
Um destaque é que 70% das mortes infantis ocorreram no período neonatal, ou seja, nos primeiros 28 dias de vida. A pasta admite no próprio relatório que parte delas poderia ser evitada com melhor adesão ao pré-natal, além de mais capacitação e estrutura para atendimento, entre outros.
Esses dois grupos de mortes somaram 176 nos quatro meses de 2025 e 216 nos quatro meses de 2026. Embora os números absolutos sejam relativamente pequenos, eles se mostram acima da meta estipulada pelo Plano Estadual de Saúde e revelam ponto que demanda atenção e mais investimento por parte da gestão.
Os dados deste ano, no entanto, ainda são parciais e podem sofrer alterações, pois dependem de atualizações da base do SIM (Sistema de Informações sobre Mortalidade), de onde a SES extrai os números. Dessa forma, o crescimento entre os dois períodos não significa um aumento da mortalidade, mas aponta possível tendência.
Onde e por quê - Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, Corumbá e Ponta Porã aparecem entre os municípios com os maiores números absolutos de mortes infantis. A pasta pondera que isso está ligado ao tamanho da população e ao papel dessas cidades como referência para atendimento de pacientes de outros municípios.
Naviraí, Paranhos, Japorã, Batayporã e Rio Verde de Mato Grosso são mencionados no relatório quanto à vulnerabilidade social e fragilidades na assistência e vigilância.
Entre as causas de morte infantil evitáveis, de acordo com o relatório, estão doenças adquiridas entre as últimas semanas da gestação e as primeiras semanas de vida; asfixia ao nascer; infecções bacterianas neonatais; pneumonias; e doenças diarreicas.
A SES admite que existem desigualdades na estrutura, no atendimento e que há o que melhorar na assistência durante o trabalho de parto, parto e nascimento.
O documento frisa que as ações para enfrentar a mortalidade fetal e infantil incluem investigação dos óbitos para identificar falhas na assistência, capacitação de profissionais, reforço dos protocolos de atendimento e avanço na estrutura dos serviços. O Estado também implantou a Rede Alyne, com ampliação do acompanhamento de gestantes de alto risco e atendimento especializado.
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.
Leia mais


Primeira página
Coronel Sapucaia
Novena de Nossa Senhora Aparecida começa em Campo Grande
Coronel Sapucaia
Justiça nega liminar para reativar matrícula de estudante da UEMS
Coronel Sapucaia
Defesa Civil alerta para tempestades em Campo Grande até terça-feira

