• Sexta, 02 de Outubro de 2026

Após apreensão, dono de chiparia tenta recuperar produtos que seriam descartados

Fiscalização recolheu mercadoria sem comprovação de procedência no início de setembro no Carandá Bosque

CLARA FARIAS E PAULO FRANCIS / CAMPO GRANDE NEWS


Furgão encostado em caminhão que levava queijo apreendido para descarte (Foto: Direto das Ruas)

Pela segunda vez em menos de 30 dias, a Vigilância Sanitária fiscalizou uma fábrica de chipas no Carandá Bosque, em Campo Grande. Desta vez, o proprietário do estabelecimento foi flagrado ao tentar recuperar produtos que haviam sido apreendidos e seriam encaminhados para descarte. A abordagem ocorreu nesta sexta-feira (2), em uma estrada vicinal no Jardim Veraneio. Apesar da situação, o homem não foi preso.

A movimentação chamou a atenção de quem passava pelo local. As imagens foram enviadas ao Campo Grande News pelo canal Direto das Ruas. No registro, um furgão aparece com a porta traseira aberta, ao lado de um caminhão também aberto na parte destinada à carga.

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Conforme apurado pela reportagem, a mercadoria havia sido recolhida na fábrica para descarte, após uma fiscalização realizada no início de setembro. Durante o transporte, o dono do estabelecimento teria abordado o caminhão e transferido os produtos para um veículo da empresa. Os produtos foram retirados em meio a restos de carnes e ossos recolhidos pelo caminhão, que seriam destinados ao descarte.

Após acompanhar a movimentação, o fiscal acionou a Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo). Os fiscais abordaram novamente o proprietário nas proximidades da fábrica, quando transferia a mercadoria para outro veículo.

Na sequência, a Vigilância Sanitária voltou ao estabelecimento e interditou cautelarmente os produtos. A medida, segundo a fiscalização, foi adotada porque havia matérias-primas sem comprovação de procedência e sem rastreabilidade. A interdição é restrita aos produtos, e não ao funcionamento de toda a fábrica.

O homem não foi preso porque, segundo informações obtidas pela reportagem, os agentes não o flagraram comercializando os produtos ou utilizando-os na fabricação de novos alimentos. O caso foi tratado como atos preparatórios, sem a configuração de flagrante criminal naquele momento. A fiscalização, no entanto, poderá adotar medidas administrativas, incluindo a aplicação de multa.

No dia 10 de setembro, a Vigilância Sanitária e a Decon já haviam fiscalizado a fábrica, localizada na Rua Vitória Zeola, no Carandá Bosque. Na ocasião, foram apreendidos aproximadamente 60 quilos de chipas em produção e 30 quilos de queijo caipira sem origem identificada.

Conforme apurado na época, uma denúncia apontava que o estabelecimento receberia uma remessa de cerca de 90 quilos de queijo. Durante a fiscalização, os agentes encontraram 30 quilos do produto ainda bruto, enquanto o restante já havia sido utilizado na produção das chipas.

Os fiscais também identificaram irregularidades em maquinários e constataram que a empresa funcionava sem responsável técnico. O caso foi encaminhado para providências administrativas da Vigilância Sanitária.Fra



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