• Quinta, 15 de Outubro de 2026

6 frangos e 12 pratos por dia: o louco apetite do rei do Brasil

MáRIO SéRGIO LORENZETTO / CAMPO GRANDE NEWS


Em 1.807, a realeza portuguesa invadiu o Brasil. Algo como 15 mil portugueses aportaram no Rio de Janeiro da noite para o dia.  A cidade tinha, nessa época, 60 mil habitantes. Exigiram três palácios: um para a mãe do rei, outro para a esposa e, óbvio, o melhor para D. João VI. Toda a população da cidade, na prática, foi expulsa de suas casas para dar um teto para os demais portugueses. Chamaram essa violência de “casas aposentadas'. Contadores de piada. Implantaram o caos. Tão louca quanto a chegada dessa multidão, era a alimentação diária do rei.







O rei mais ridículo do mundo D. João tinha manias indescritíveis. Entrava em pânico quando via um reles caranguejo e se escondia com seu belo camareiro no quarto quando surgiam trovões. Essas reclusões no quarto com o belo, lhe valeram fofocas de relação homossexual. Quando instado pelo médico para tomar banho de mar, mandou construir um caixão de madeira com alguns furos nas laterais que possibilitavam a entrada da água salgada, mas impediam a entrada de caranguejos.











O louco por frango. Era um homem desmazelado. Vestia sempre a mesma casaca, imunda, certamente. Nos bolsos, andava sempre com coxas de galinha desossadas amanteigadas que comia ao longo do dia. Como não tomava banho e as coxinhas eram comidas com a mão, imaginem a sujeira. No almoço, comia três frangos sem molho, acompanhados de algumas torradinhas sem manteiga e 4 ou 5 laranjas. À tarde, dava um passeio na “traquitana', uma carruagem que ele mesmo conduzia. Ia com muitas coxinhas nos bolsos.











Que nojento! À frente da traquitana, ia um cavaleiro com dois alforjes. Em um deles, ia um penico e, no outro, um 'vaso sanitário móvel'. Quando tinha vontade, estivesse onde for, fazia um sinal para o cavaleiro e fazia suas necessidades fisiológicas no meio da rua, na frente de qualquer transeunte. Um homem com “muito pudor'. A seguir, vinha um criado para limpar-lhe as nádegas. Um nojo! Para fechar o dia alimentar, devorava mais 3 frangos e 4 ou 5 laranjas. Logo depois, eram servidos outros 12 pratos para o rei dormir satisfeito.





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