• Segunda, 19 de Outubro de 2026

Drone, roteador e drogas são barrados em visitas a presídios de MS

Fiscalização encontrou maconha com visitantes, no telhado de pavilhão e em materiais lançados

GUSTAVO BONOTTO / CAMPO GRANDE NEWS


Roteador, equipamento que envia sinais de internet, junto a drogas apreendidas em presídio. (Foto: Reprodução/Agepen)

Um roteador escondido junto ao corpo de uma visitante, drogas e carregadores lançados por drone e quase 1,5 quilo de maconha encontrado em diferentes pontos de um presídio. Essas foram algumas das apreensões feitas pela Polícia Penal entre os dias 3 e 18 de outubro, em unidades de Campo Grande e Três Lagoas. As ocorrências também terminaram com uma mulher presa em flagrante e outras duas encaminhadas à delegacia.

No Instituto Penal de Campo Grande, a primeira ocorrência foi registrada no dia 3, quando uma mulher tentou entrar na unidade com cocaína, pasta base, maconha e um roteador presos ao corpo. Os materiais foram identificados durante a fiscalização de visitantes, e ela acabou presa em flagrante.

Cinco dias depois, em 8 de outubro, policiais interceptaram uma entrega feita por drone. O equipamento havia sido utilizado para lançar chips de telefone, carregadores e uma porção de maconha em direção ao presídio. A Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) não informou quem operava a aeronave.

As apreensões continuaram no dia 13, quando aproximadamente 490 gramas de substância semelhante à maconha foram encontrados dentro de uma garrafa PET escondida no telhado de um pavilhão. Não há informações sobre como o recipiente chegou ao local.

No domingo (18), os policiais localizaram outros três invólucros com aproximadamente um quilo da mesma substância. Também foram encontrados dois celulares que haviam sido arremessados para dentro da unidade. A droga foi encaminhada à Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico).

Em Três Lagoas, a fiscalização identificou outras duas tentativas de entrada de drogas na Penitenciária de Segurança Média. No sábado (17), duas visitantes passaram pelo equipamento de inspeção corporal, conhecido como Body Scan, que apontou a presença de objetos suspeitos.

Questionadas pelos policiais, as mulheres retiraram voluntariamente pequenos invólucros que escondiam junto ao corpo. O material continha uma substância identificada preliminarmente como cocaína. As duas foram encaminhadas à delegacia, enquanto os presos relacionados às visitas acabaram levados a celas disciplinares.

A Agepen não informou a quantidade de cocaína encontrada em Três Lagoas, nem se os presos tinham participação nas tentativas. Também não divulgou o destino dos equipamentos de comunicação apreendidos na Capital.

Segundo o diretor em substituição legal da agência, Flávio Rodrigues, a fiscalização precisa considerar as diferentes formas utilizadas para tentar introduzir materiais proibidos nas penitenciárias. “O trabalho envolve fiscalização de visitantes, inspeções e vigilância das estruturas físicas, com atenção a diferentes formas de acesso utilizadas para tentar fazer ilícitos chegarem aos internos', afirmou.



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