• Domingo, 25 de Outubro de 2026

Jornada do voto começa às 3h da madrugada para garantir urnas no Pantanal

“O meu dever de cidadã está cumprido', diz Elisa, que mora em Porto Esperança há 16 anos

ALINE DOS SANTOS / CAMPO GRANDE NEWS


Elisa Maria Nascimento da Silva, de 54 anos, garantiu o voto cedo. (Foto: Arquivo Pessoal)

Auxiliar de apoio nas eleições, Jonilton Garcia da Costa, de 33 anos, acordou às 3 horas da madrugada deste domingo (dia 25) para a jornada do voto. É preciso pular cedo da cama para estar às 4h no Cartório Eleitoral de Corumbá, a 428 km de Campo Grande.

Às 4h30, ele pega a estrada em direção ao distrito de Porto Esperança, às margens do Rio Paraguai, região do Pantanal. O objetivo é chegar às 6h na comunidade, um povoado que surgiu com a ferrovia, desativada na década de 90.

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O trajeto da área urbana de Corumbá até à escola é de 180 quilômetros. Já o tempo da viagem, conforme explica Jonilton, depende muito das condições da estrada. Ele faz essa jornada há 12 anos.

“Faço a transmissão direto aqui de Porto Esperança. A internet é via satélite, então, se o tempo estiver bom, vai com mais facilidade', diz Jonilton. A 7ª Zona Eleitoral tem três seções na escola, com 106 votantes.

Elisa Maria Nascimento da Silva, de 54 anos, garantiu o voto cedo. “O meu dever de cidadã está cumprido'. Caso tivesse que ir a Corumbá, seria 1h30 de viagem.

Ela mora em Porto Esperança há 16 anos, mas ali sempre foi o endereço da família, desde a bisavó. Elisa era pescadora, mas após um câncer de mama, se aposentou.

Distrito de Corumbá, Porto Esperança foi entreposto comercial e traslado de pessoas na época das embarcações a vapor quando o trem não chegava à fronteira com a Bolívia.

A estação ferroviária local, construída em 1912, recebia gente e mercadorias de todo lugar por meio de um ramal que chegava à beira do Rio Paraguai, onde surgiu e prosperou a comunidade. Atualmente, são 56 famílias na localidade, que conta com escola, duas igrejas evangélicas, uma católica e “venda' de produtos alimentícios.



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