• Quarta, 28 de Outubro de 2026

Após repercussão de áudio, prefeito anuncia afastamento de servidor

Rogério Torquetti disse que abrirá processo administrativo para apurar ameaça de envenenamento da água

VIVIANE OLIVEIRA / CAMPO GRANDE NEWS




O prefeito de Tacuru, Rogério Torquetti (PSDB), anunciou, por meio de um vídeo publicado nos stories das redes sociais, que um servidor municipal será afastado após a repercussão de áudios em que funcionários da prefeitura sugerem envenenar a água consumida por indígenas. A decisão ocorre após o chefe do Executivo ter afirmado que apenas havia chamado a atenção dos envolvidos.

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Na gravação, publicada há cerca de 17 horas, Torquetti voltou a comentar o episódio e afirmou que a Procuradoria Jurídica do município orientou a abertura de um processo administrativo para apurar a conduta do funcionário. 'De antemão, até o momento não fomos intimados por nenhuma esfera, mas nosso jurídico entendeu que um processo administrativo será aberto e o servidor será afastado', declarou.

O prefeito classificou a situação como um 'assunto chato demais da conta' e afirmou que os áudios começaram a circular na noite de domingo (25), após o segundo turno das eleições. Segundo ele, o funcionário teria dito que colocaria veneno na água para matar pessoas, mas não teria mencionado diretamente a população indígena.

Torquetti também voltou a defender a atuação profissional do envolvido. 'Um excelente servidor, inclusive', afirmou, ao explicar que o homem trabalha na Secretaria Municipal de Infraestrutura, conduzindo caminhão-caçamba.

Repercussão – Na terça-feira (27), o Campo Grande News publicou que o prefeito havia confirmado a participação de dois servidores municipais na conversa, mas não anunciado afastamentos. Na ocasião, ele atribuiu as declarações ao consumo de álcool e à euforia após o resultado eleitoral, além de pedir desculpas à população indígena.

Um dos funcionários atua na Secretaria Municipal de Meio Ambiente, enquanto o outro trabalha na Infraestrutura e também realiza serviços com caminhões.

Nos áudios divulgados nas redes sociais, um dos envolvidos sugere colocar veneno na água consumida pelas comunidades indígenas. A conversa ocorreu após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições.

O caso também chegou ao Ministério dos Povos Indígenas. O ministro Eloy Terena informou que a pasta encaminhou uma nota técnica à Polícia Federal para apuração das ameaças. Uma equipe da Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) também foi mobilizada para acompanhar a situação.

Apesar do anúncio do prefeito, ainda não há confirmação de que o afastamento tenha sido efetivado, nem informações sobre a duração da medida e os prazos do processo administrativo.



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