• Quarta, 04 de Novembro de 2026

Soja perde valor em sete cidades e tem maior queda em Sonora

Saca chegou a R$ 139 no município, enquanto a cotação média estadual fechou outubro em R$ 142,75

GUSTAVO BONOTTO / CAMPO GRANDE NEWS


Maquinário faz a colheita da soja em fazenda no interior de Mato Grosso do Sul. (Foto: Arquivo/Famasul)

O preço médio da saca de soja de 60 quilos caiu 2,02% em Mato Grosso do Sul entre os dias 26 e 29 de outubro, passando de R$ 145,69 para R$ 142,75. Os dados constam do Boletim Casa Rural, divulgado nesta terça-feira (3) pela Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul). O levantamento acompanha as cotações em oito municípios produtores do Estado.

Sonora registrou a maior desvalorização no período, de 4,79%, com a saca passando de R$ 146 para R$ 139. Em Chapadão do Sul, o recuo chegou a 3,05%, enquanto São Gabriel do Oeste apresentou queda de 2,40%. Ponta Porã também teve redução, de 2,06%.

Em Campo Grande, a cotação passou de R$ 146 para R$ 145, queda de 0,68%. Já em Dourados, o preço caiu de R$ 146,50 para R$ 144, diferença de 1,71%. Maracaju registrou desvalorização de 1,38%, enquanto Sidrolândia foi o único município pesquisado que encerrou os quatro dias sem alteração no valor da saca, cotada a R$ 143.

Apesar da retração recente, a soja continua mais valorizada do que no mesmo período do ano passado. A média das cotações entre 26 e 29 de outubro ficou em R$ 143,03, valor 14,52% superior aos R$ 124,90 registrados no intervalo equivalente de 2025. A Famasul ressalta que os preços levantados não representam necessariamente os valores recebidos pelos produtores, já que a comercialização ocorre gradualmente.

A movimentação dos preços ocorre enquanto os agricultores avançam no plantio da safra 2026/2027. Conforme o mesmo boletim, a semeadura havia alcançado 68,6% da área prevista até 30 de outubro, o equivalente a aproximadamente 3,34 milhões de hectares. O ritmo estava 0,6 ponto percentual acima do registrado no mesmo período do ciclo anterior.

A região sul apresentava o plantio mais avançado, com 76,2% da área semeada. Na região central, o índice chegava a 60,3%, enquanto o norte registrava 52,2%. As condições de umidade do solo e o tempo estável favoreceram o andamento dos trabalhos durante a última semana de outubro.

O levantamento também identificou a necessidade de replantio em 22.718 hectares, cerca de 0,5% da área estimada para a safra. A região central concentrava 13.213 hectares nessa situação, seguida pelo norte, com 9.435 hectares. Entre as principais causas estavam o encharcamento, a formação de crostas na superfície do solo e a erosão provocada pelo escoamento da água.



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