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Produtividade do Trabalho: Brasil está estagnado
Confira a coluna de Michel Constantino desta terça-feira (11)
CORREIO DO ESTADO / MICHEL CONSTANTINO
A relação entre valor adicionado de um setor da economia e o número de horas trabalhadas é um indicador de produtividade do trabalho. A Fundação Getúlio Vargas divulga esse indicador desde 2012 e de lá para cá o crescimento é muito baixo.
Esse é um dos fatores que contribuem para o pequeno crescimento da economia, a produtividade do trabalho brasileira quando relacionada com o ranking internacional ficou em 51 posição de um total de 69 países. Alguns estudos mostram que a produtividade brasileira é 25% da produtividade americana.
Os setores de serviços são os que apresentam baixa na produtividade do trabalho, sendo responsável por quase 70% do PIB. Na indústria, o crescimento da produtividade regional entre 2002 e 2019 foi notadamente menor do que o observado na agropecuária. Entre 2002 a 2019, por exemplo, o crescimento da produtividade da indústria no Sudeste foi de apenas 0,4% a.a., bem menor que o observado no Norte e Nordeste (ambos com crescimento médio de 1,5% a.a.) e no Centro-Oeste (2,5% a.a.) e próximo ao observado no Brasil (0,5% a.a.). O pior desempenho foi o da região Sul, que apresentou queda de 0,7% a.a. entre 2002 e 2019. Em 2020, assim como na agropecuária, a indústria também cresceu de forma extraordinária, com destaque para o Nordeste, cujo crescimento foi de 17,4%.
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