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Presos com armas negam que tentariam matar desafeto e falam em "escolta"
Dupla foi presa na manhã desta segunda com várias armas em frente ao presídio; polícia pediu prisão preventiva
DAYENE PAZ / CAMPO GRANDE NEWS
Lucas França de Souza, 24 anos, e Matheus Pires de Souza, 28, presos em flagrante na manhã desta segunda-feira (17), após serem flagrados com armas em frente ao Centro Penal Agroindustrial da Gameleira, em Campo Grande, afirmam que fariam escolta de um preso ameaçado por facção rival. A polícia acredita em atentado contra desafeto e pediu a prisão preventiva da dupla.
Durante interrogatório, nenhum dos dois quis falar formalmente sobre o caso. Contudo, quando foram flagrados pela Polícia Militar, um deles afirmou - em primeiro momento - que se tratava de um resgate de preso. Depois, disse que seria uma escolta.
Matheus Pires, que é motorista de aplicativo, alegou inicialmente ter sido apenas chamado para uma corrida. Contudo, depois confessou conhecer Lucas França - este que já tem longo histórico criminal por tráfico de drogas, receptação, tentativa de homicídio e violência doméstica.
Para a investigação, os criminosos estavam no local aguardando a saída de um desafeto para matá-lo. O delegado Guilherme Scucuglia, da Delegacia Especializada Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras), confirma que inicialmente foi considerada uma possível invasão na penitenciária.
O armamento encontrado, segundo a polícia, seria de alta capacidade, sendo quatro pistolas com modificação para tiro automático, além de três carregadores estendidos e carregador para 50 munições.
Os dois presos serão autuados por porte ilegal de arma de fogo e associação criminosa. A Polícia Civil pediu a prisão preventiva da dupla, que passa por audiência de custódia nesta terça-feira (18).
O caso - A Polícia Militar informou que quatro suspeitos ocupavam um HB20 cinza, que estava parado em frente ao presídio nesta manhã. Como a situação era suspeita, eles foram abordados e assim que os policiais fizeram vistoria, flagraram várias armas no chão do carro. Ao ordenarem que deitassem no chão, dois abaixaram, mas outros dois fugiram pela mata e ainda não foram encontrados.
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