• Segunda, 08 de Junho de 2026

Árvore vira "achados e perdidos" de placas arrancadas pela chuva

Comerciante recolhe placas do bairro, após temporal, e pendura em árvore para dono voltar e buscar

IDAICY SOLANO E MARIELY BARROS / CAMPO GRANDE NEWS


Placas foram penduradas na árvore por comerciante, para que os donos possam ir buscar. (Foto: Mariely Barros)

Quem passa pela Rua da Divisão, na altura do Bairro Aero Rancho, pode ter a atenção fisgada por uma árvore de porte médio cheia de placas de veículos penduradas. A primeira vista, pode parecer parte da decoração da conveniência de esquina, mas se parar para trocar uma ideia com o casal de comerciantes, Lúcia Pires de Souza, 52 anos, revela: 'Essas placas são da última chuva forte que deu há 15 dias'.

Lúcia conta que toda vez que chove a rua alaga, abrem buracos no asfalto e faz com que muitos motoristas percam as placas de seus veículos ao passarem pelo local. Por isso, o marido resolveu pendurar as placas perdidas, para que os donos, ao voltarem no local, possam buscar, pois o item, além de essencial, é caro. 'Essas placas do Mercosul o pessoal fala que tem até que fazer revisão e vistoria no carro para conseguir [emplacar novamente]'.

O casal mora em um condomínio da região há cinco anos e abriu a conveniência há dois anos. Lúcia relata que a chuva alaga as casas e inunda parte da rua, então os motoristas acabam usando a contramão para passar, causando acidentes o tempo todo. 'Isso porque as bocas de lobo não funcionam e são todas entupidas'.

Sobre as placas, Lúcia afirma que 'toda tempestade ele (o esposo) acha placa ali, quando vai tirar o barro que fica na nossa calçada e no asfalto'. Ela conta que na última chuva forte que caiu na Capital, cerca de duas semanas atrás, o marido encontrou 15 placas. Em uma outra ocasião, a comerciante afirma que chegaram a encontrar 20 de uma só vez.

Lúcia relata que a condição precária da rua também atrapalha o movimento do comércio e causa transtornos aos moradores. “Ninguém quer vir aqui quando chove. Já passei situação do Uber dizer que não iria me deixar em casa, porque estava chovendo e ele não queria passar pelo barro, então me deixou no comércio aqui perto e meu marido teve que ir me buscar'.

A reportagem encaminhou o relato para a Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) e aguarda uma resposta.



Ao utilizar nossos serviços, você aceita a política de monitoramento de cookies.
Para mais informações, consulte nossa política de cookies.