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Fecomércio-MS e FIEMS criticam manutenção da taxa Selic em 13,75%
Atual índice gera inflação, retrai a economia, reduz a intenção de consumo, prejudica as vendas no comércio e amplia o endividamento da população brasileira
CORREIO DO ESTADO / NAIARA CAMARGO
Manutenção da taxa Selic em 13,75%, pelo Banco Central, desagradou o setor comercial e produtivo de Mato Grosso do Sul. Taxa Selic representa o juros básico da economia brasileira.
O Comitê de Política Econômica (Copom), órgão do Banco Central, foi alvo de críticas ao manter o mesmo índice vigente desde agosto de 2022.
O atual índice da taxa gera inflação, retrai a economia, reduz a intenção de consumo, prejudica as vendas no comércio, amplia o endividamento da população brasileira e aumenta o pagamento de juros da dívida pública. Além disso, impacta a geração de empregos e paralisa investimentos.
Em entrevista exclusiva ao Correio do Estado, a economista do Instituto de Pesquisa da Fecomércio (IPF-MS), Regiane Dede de Oliveira, afirmou que o Copom está mantendo a taxa de juros elevada porque os juros maiores encarecem o crédito.
“É perceptível aí a redução da intenção de consumo das famílias eh até por conta dessa dificuldade de acesso ao crédito, o crédito mais elevado se torna mais difícil para o consumidor e desestimula a produção e o consumo”, explicou a especialista.
O presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (FIEMS), Sérgio Longen, criticou a decisão do Copom e afirmou que esperava uma redução de 0,25%.
“Nos últimos 12 meses, o índice oficial da inflação brasileira, o IPCA, apresentou redução próxima a 5 pontos percentuais, encerrando fevereiro de 2023 em 5,6%. Não faz nenhum sentido manter a taxa Selic em 13,75%, resultando em custos adicionais desnecessários ao país”, ressaltou.
“Então eu considero inaceitável a taxa de juros hoje. Eu pessoalmente esperava pelo menos uma redução de 0,25%, como sinal ao mercado de que estaríamos iniciando um novo processo na área econômica do Brasil”, finalizou.
Para Longen, a situação é preocupante pois desacelera o crescimento econômico da indústria.
“O setor empresarial hoje não tem recursos para fazer investimentos e com esses patamares de juros o que nos preocupa é a geração de empregos, já que com essa taxa de juros não há investimentos. Com isso, é necessário criar cada vez mais programas sociais e isso gera um desequilíbrio social”, explicou.
TAXA SELIC
Taxa Selic é os juros básicos da economia brasileira. Seus movimentos influenciam em todas as taxas de juros praticadas no país.
A Selic tem esse nome por conta do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, sistema administrado pelo Banco Central.
A taxa Selic é uma referência para o custo das linhas de crédito em geral. Quando é elevada, a tendência é de que empréstimos e financiamentos fiquem mais caros, ou seja, bancos cobram mais juros.
A taxa Selic é definida e anunciada pelo Comitê de Política Econômica (Copom), órgão do Banco Central.
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