• Quarta, 21 de Janeiro de 2026

PF prende dois em Corumbá por esquema internacional de tráfico de cocaína

Operação Expurgo foi deflagrada nesta terça-feira (20), com 6 alvos no município sul-mato-grossense

CLARA FARIAS E SILVIO ANDRADE, DE CORUMBá / CAMPO GRANDE NEWS


15 quilos de maconha foi apreendido na casa de um dos alvos em Corumbá (Foto: Divulgação)

Dois homens, de 35 e de 37 anos, foram presos na manhã desta terça-feira (20) durante operação da Polícia Federal que investiga o tráfico transnacional de cocaína em Corumbá, a cerca de 420 quilômetros de Campo Grande. Na casa de um dos alvos, no Bairro Dom Bosco, foram encontrados 15 quilos de maconha.

Conforme apurado pela reportagem, seis pessoas foram alvos das investigações no município sul-mato-grossense. Um dos suspeitos foi detido na região central de Corumbá. Outro, de 37 anos, foi preso com a droga apreendida no imóvel. Os demais investigados foram alvos de mandados de busca e apreensão.

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De acordo com a Polícia Federal, as investigações se estenderam por meses e foram conduzidas por equipes especializadas. O grupo era responsável por recrutar bolivianos para atuar como “mulas', ingerindo cápsulas de cocaína em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, e seguindo até o Brasil pela fronteira de Corumbá, em ônibus, com destino à cidade de São Paulo, onde a droga era expelida e encaminhada ao interior paulista.

Ainda segundo a corporação, a operação identificou e atingiu os responsáveis pela estruturação do esquema, incluindo os encarregados da logística de transporte, da contabilidade do grupo e da redistribuição da droga. A ação ocorreu de forma simultânea em diversos municípios de São Paulo e em Corumbá.

A investigação teve início em janeiro deste ano, em Limeira (SP), quando 15 pessoas foram presas e 17 quilos de cocaína apreendidos. Entre os envolvidos estavam dois adolescentes que usavam documentos falsos e uma gestante.

Segundo a Polícia Federal, os integrantes da organização criminosa são ligados ao PCC (Primeiro Comando da Capital) e parte dos investigados já se encontra presa em razão de mandados de prisão preventiva, flagrantes e condenações anteriores.

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